A Paraíba o tempo todo  |

Método equivocado

Percebe-se no ar uma tentativa, semelhante à última injeção ao cardíaco, dos pensadores ligados ao senador Cícero Lucena, boa parte instalada em quartéis desativados como a Mix, de que é preciso vender a tese de manutenção da aliança entre o prefeito Ricardo Coutinho e o governador Maranhão.

Ou melhor, de que há ambiente propício para Maranhão apoiar Ricardo na disputa pelo governo. Ou, pior do que isso, vice-versa.

Ora, se é exatamente essa possibilidade de manutenção da aliança entre Ricardo e Maranhão que estimula o ex-governador Cássio a trabalhar na possibilidade de aliança com o prefeito da Capital para evitar a vitória do governador, rachando sua base e enfraquecendo-o para o debate.

Em outras palavras, é por temer uma chapa de Ricardo e Maranhão que Cássio mira o projeto do socialista e o insere no bloco oposicionista contra Maranhão. Então, todas as vezes que se alimenta a tese, muito pouco provável de Maranhão ficar com Ricardo, os pensadores de Cícero antecipam a data de casamento de Cássio com o prefeito da Capital.

Há quem diga que Ricardo não tem adotado postura de oposição a Maranhão e tudo não passa de uma trama urdida junto com Maranhão para minar a base oposicionista. Quem convive um segundinho com um ou outro lado sabe da incompatibilidade política de ambos atualmente.

Mesmo assim, deixemos as análises e vamos aos fatos: Ricardo nunca defendeu a cassação de Cássio e, por tabela, a posse de Maranhão. Não permitiu que Maranhão indicasse o vice-prefeito de João Pessoa.

E, até agora, desde que o novo governador assumiu, não tira da boca a tese de que a Paraíba está exausta com esse modelo de gestão e deve optar pelo novo.

Pergunta: que aliado é esse? Não seria mais fácil, se fossem ficar juntos mesmos, Ricardo e Maranhão unissem agora as forças para dar um banho de gestão em João Pessoa e no resto Estado, esmagando as difíceis condições de competitividade do grupo que perdeu as eleições de 2008 e foi cassado em 2009?

Maranhão e Ricardo nem conseguem mais disfarçar que não se suportam socialmente, quando mais eleitoralmente.

E por um motivo que tem provocado discórdias por todos os séculos: o desejo de possuir a mesma coisa.

 


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