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Maranhão e a lentidão do governo

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Quando assumiu o governo, Maranhão disse que iria procurar fazer um mandato de quatro anos em apenas dois. Isso exigiria, no mínimo, um ritmo intenso de trabalho e uma inquestionável agilidade nas ações. Não é o que se vê. O governo Maranhão III começa lento e vem se marcando pela gestão do adiamento.

Se permanecer nesse ritmo, Maranhão precisará de uma gestão de vinte anos para colocar em prática tudo o que pretende. Porque até agora, repito, só fez adiar ações. E, no pior dos casos, corrigir erros.

Em 35 dias de gestão, o governo que se propõe célere nas ações, para compensar o “tempo perdido”, se especializou em adiar ações. Adiou concurso público da Polícia Civil, adiou solução para greve dos delegados, adiou a nomeação de secretários. Alimenta uma indefinição política no caso do impasse da convocação de Guilherme Almeida que denota falta de pulso.

Não bastasse isso, o governo que se propõe veloz para reconstruir a Paraíba dá um passo pra frente e dois pra trás. O Diário Oficial traz todos os dias portarias exonerando servidores nomeados neste governo, pasmem, por “erro”. O caso mais representativo foi do filho de Nadir Valengo que votou pela cassação de Cássio. Sem contar nos casos de nepotismo.

No início da semana, em razão da lentidão das ações, o governador Maranhão levou um drible do prefeito Ricardo Coutinho (PSB) que desengavetou um projeto estadual e canalizou para si o projeto de integração dos coletivos da região metropolitana. Lento, o governo Maranhão ficou a ver navios.

O governo, que deveria estar à frente das questões administrativas já que se propõe ágil, tem esperado a coisa acontecer para tomar iniciativas. Pagou o Bolsa Atleta, por exemplo, depois de pressão. As secretarias estaduais, recheadas de velhos companheiros de Maranhão, não apresentaram um projeto sequer.

Maranhão disse que o governo iria priorizar a Segurança Pública. Mas não apresentou um projeto ou plano específico de segurança. Perguntado sobre o tema, o atual secretário Gustavo Gominho, que tenta impor respeito apenas pelo distintivo da PF e voz grave, disse simplesmente que o primeiro passo é resolver a questão da greve dos delegados. Ou seja, nada de novo.

É difícil acreditar, mas a impressão que se tem é que o governo Maranhão III não tem em mente projetos específicos para Paraíba a não ser o de retomar o poder. Até agora Maranhão só fez aparecer em visitas institucionais.

Nada que se pareça com o desenvolvimento ágil que pontuava os discursos antes de posse.

 

 

 

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