Em sua última visita ao Rio de Janeiro antes de deixar a Presidência da República, nesta terça-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o trabalho do governo do Estado, dizendo que a ocupação das forças de segurança recuperou a autoestima da população carioca, sobretudo dos moradores que vivem no Complexo do Alemão, na zona norte.
– O Complexo do Alemão já não é mais bicho papão, é uma estação da satisfação.
Ainda sobre a ocupação da comunidade, Lula disse que a população viu pela primeira vez a polícia entrar no local como amiga, em busca da paz.
– Acompanhei pela TV o povo vendo a polícia entrar como amiga, não para atacar, mas para defender o povo.
O presidente disse que a partir de março de 2011 não precisará ir mais à Rocinha com segurança, pois espera que a comunidade esteja pacificada.
Durante visita à última fase de testes da instalação do teleférico da estação do morro da Baiana, no Complexo do Alemão, Lula voltou a afirmar que a presidente eleita Dilma Rousseff não vai realizar cortes orçamentários no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
O presidente afirmou que o orçamento de 2011 ainda está sendo negociado.
– Vocês não podem tentar desmentir o presidente. Vocês sabem que eu tenho o poder de veto. Esse orçamento vai ter que vir para mim. Está sendo negociado.
Lula disse que é preciso esperar a aprovação do orçamento para saber se vai ser necessário realizar algum corte. No entanto, ele afirmou que, do PAC, nada deverá ser retirado.
Sobre a aprovação do pré-sal, o presidente afirmou que vai vetar na quarta-feira (22) a proposta inicial da Câmara dos Deputados, que defende a divisão dos royalties do petróleo entre todos os estados brasileiros.
– Vou vetar e vou mandar para o Congresso um projeto de lei restituindo o acordo que nós firmamos naquele período, para que as pessoas percebam que nós queremos que todos os estados ganhem com o petróleo, mas que os estados produtores possam ganhar um pouco mais. É a compensação, porque acho que os estados produtores merecem.
Uma resposta do Estado
A operação no Complexo do Alemão faz parte da reação da polícia à onda de violência que tomou conta do Rio de Janeiro em novembro último, quando dezenas de carros foram incendiados em vários pontos da cidade e houve ataques a policiais. A ação dos criminosos foi vista pelo governo estadual como uma resposta às UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) instaladas nos dois últimos anos em comunidades antes dominadas pelo tráfico.
Para conter os ataques, a polícia, com apoio das Forças Armadas, realizou uma grande ofensiva no última dia 25 de novembro na Vila Cruzeiro (Complexo da Penha), forçando a fuga de centenas de traficantes para o vizinho Complexo do Alemão, onde foram cercados nos dois dias seguintes.
Na manhã de 28 de novembro, as polícias Civil e Militar, com ajuda da Marinha e do Exército, fizeram a ocupação do Complexo do Alemão e, simbolicamente, fincaram a bandeira nacional no alto do morro, devolvendo à população o território antes ocupado pelo tráfico.
R7
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