Por pbagora.com.br

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) finalmente vem à Paraíba, nesta terça-feira (28), após um período de muitas expectativas frustradas por conta de articulações nos bastidores, boicotando sua vinda ao Estado, durante o governo tucano de Cássio Cunha Lima (janeiro de 2003 a fevereiro de 2009).

Vindo inaugurar uma duplicação que foi iniciada pelo atual governador José Maranhão (PMDB) e concluida praticamente na gestão de Cássio Cunha Lima (PSDB), além de uma unidade da UFCG, Lula chega ao Estado gozando de uma popularidade nas alturas, mas refém em nível nacional de um partido que, também na Paraíba, apronta das suas para impor rédea curta aos passos do presidente da República.

Fenômeno popular de massa, Luiz Inácio Lula da Silva vem gastando seu precioso patrimônio eleitoral nos últimos dias em defesa de um “defunto vivo” da política, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB). Afogado em escândalos, Sarney se prevalece do poder de fogo de seu partido para chantagear o Palácio do Planalto. O mesmo Sarney que, sabe-se, trabalho ardilosamente para “dar um empurrãozinho” na cassação de Cássio.

Muito forte em nível popular, sem dúvidas, Lula continua padecendo de más companhias. Na Paraíba, tem como aliado um governo que tem perseguido prefeituras não aliadas, retirando ambulâncias, viaturas ou suspendendo convênios; um governador que agora vê com bons olhos a instalação do Tribunal de Contas dos Municípios; que acusa o antecessor de inadimplência, mas se beneficia com empréstimos só possíveis por conta do equilíbrio fiscal encontrado nas contas estaduais; que é capaz de gastar quase R$ 10 mil na compra de cama para a Granja Santana ou R$ 7 mil em festa particular junina em sua fazenda, ao mesmo tempo em que fala das “enormes dificuldades de caixa do Estado”…

Com aliados do governador, a exemplo do prefeito Ricardo Coutinho (PSB) ou o deputado federal Luiz Couto (PT), fazendo cair a “máscara” do maranhismo de boicotar vinda do presidente, ministros e, pricipalmente, torpedear repasses de recursos para o Estado, na gestão anterior, não restam dúvidas de que resta pouco do Lula ético que era capaz de acusar “300 picaretas do Congresso e manter sua dignidade política.

Bem pensado

Um dia antes de ter quase uma pane seca, o helicóptero que serve à pré-campanha do senador Cícero Lucena (PSDB) rendeu uma conversa engraçada entre o tucano e seu suplente, ex-deputado federal Carlos Dunga (PTB).

Na agenda do último sábado, pouco antes de seguir para São Domingos do Cariri, Cícero desembarcou em Boqueirão para se encontrar com Dunga. Propôs visitar a feira e, de lá, os dois seguirem de helicóptero para o município administrado pelo prefeito José Ferreira (PSDB). De carro, a viagem dura em torno de uma hora; na aeronave, cerca de 10 minutos.

– Não vou de jeito nenhum, Cícero! – reagiu Carlos Dunga.

– Mas por quê, Dunga? – quis saber o senador e pré-candidato ao Governo do Estado.

– Ora, caboclinho, vai lá que acontece uma fatalidade, esse helicóptero cai e nós dois morremos. Além de morto, vou ser chamado de burro por meus amigos…

Em meio a uma gargalhada demorada, Cícero teve de concordar com seu potencial substituto em tragédias do gênero…

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