Lideranças do PSB tentam estancar crise do partido na Paraíba e evitar dissabores nas urnas nas eleições 2020. O líder do governo estadual na Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Barbosa (PSB), acredita que a permanência do impasse e enfrentamentos dentro do partido, após sua intervenção, poderá ser “um desastre” para os projetos políticos da agremiação. Ele prega o diálogo como “única saída para a crise”.

Em política, toda divisão é prejudicial. Na vida, a briga que não alcança ganhadores e onde todos perdem, é sempre muito ruim, um desastre! O nosso projeto de Governo tem se mostrado eficiente, estruturador e auspicioso em todos os aspectos. Uma disputa, agora, que exponha os nossos dois comandantes – João Azevêdo e Ricardo Coutinho – será danosa às nossas potencialidades políticas futuras e muito ruim para o ritmo de crescimento que vimos impondo à Paraíba”, avalia.
Para ele, “o diálogo franco, despido das vaidades e distante das arrogâncias predominantes, creio, seria a única saída para evitarmos uma crise que só sabemos como começa – com diálogo, serenidade e respeito, trinômio basilar para nortear os passos vindouros”.

O senador Veneziano Vital do Rêgo, outra importante liderança socialista defendeu, no último final de semana que as relações internas no PSB sejam equacionadas, em favor do fortalecimento do partido na Paraíba e da manutenção da boa condução administrativa do Estado. Até porque, segundo afirmou, não há razões para que haja qualquer estremecimento interno entre os membros do PSB paraibano.

“Vamos insistir, tentando compatibilizar as relações internas, até por força de saber que não há qualquer motivação para que um partido, que tem conduzido de forma eficiente a administração estadual, possa se fragilizar por razões menores”, argumentou o senador.

Veneziano disse que entende que qualquer estremecimento ou dissabor interno num partido importante e do tamanho do PSB pode gerar prejuízos internos para a legenda e prejuízos administrativos, considerando que o partido vem governando a Paraíba há mais de oito anos, com excelente aprovação popular.

“Nós temos o perfeito entendimento e a plena convicção de que estremecimentos internos na legenda podem gerar resquícios e prejuízos, tanto administrativos quanto políticos, até mesmo projetando o futuro da legenda”, disse o parlamentar socialista.

Desde a nomeação de Edvaldo Rosas para Secretaria Chefe de Governo, no início do mês, o PSB está dividido entre o grupo do ex-governador Ricardo Coutinho, que pretende o poder do partido, e do outro, a ala do governador João Azevêdo, que inclui Rosas.
No último sábado (17), Azevêdo e Coutinho estiveram no Almeidão, acompanhando a derrota do Botafogo-PB para o Náutico, pela penúltima rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. Eles não se cumprimentaram.

PB Agora

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