O prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), evitou comentar nesta segunda-feira (25) qual será sua posição em relação ao segundo voto para o Senado Federal nas eleições deste ano. Durante entrevista à rádio Correio 98 FM, o gestor afirmou que o momento é de dedicação às demandas administrativas da capital, deixando as discussões eleitorais para depois do período de São João.
“A gente dança o São João pensando em João Pessoa, em trazer mais benefícios para João Pessoa, resolver os problemas da nossa população. E aí, conversar com a política de opção só depois do São João”, declarou.
A fala mantém em aberto uma das principais incógnitas da política paraibana. Embora já tenha definido que seu primeiro voto para o Senado será destinado ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), Léo ainda não revelou quem receberá sua segunda opção na disputa.
Possibilidades
Apesar de continuar filiado ao PSB, Léo deixou recentemente o comando municipal da legenda em João Pessoa, após um pedido do ex-governador João Azevêdo, atual presidente estadual do partido e pré-candidato ao Senado.
Durante boa parte das articulações políticas, o prefeito chegou a assegurar apoio à candidatura de João ao Senado. No entanto, o cenário se tornou mais complexo após o afastamento político entre João e o grupo liderado por Cícero Lucena.
Outro fator que tem alimentado as especulações é a posição do deputado estadual Hervázio Bezerra (MDB), pai de Léo. Recentemente, o parlamentar deixou a base governista, declarou que não deverá apoiar João Azevêdo para o Senado e afirmou estar magoado com o tratamento dispensado a ele e ao filho dentro do grupo político.
Paralelamente, o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), admitiu a possibilidade de dialogar com Léo Bezerra em busca de apoio para sua candidatura ao Senado. O movimento acontece em um contexto em que diversas lideranças políticas já sinalizam uma composição de votos entre Veneziano e Nabor.
André Gadelha
Embora o MDB tenha lançado oficialmente o nome do ex-prefeito de Sousa, André Gadelha, como segunda opção ao Senado, parte dos aliados já declarou preferência por uma dobradinha formada por Veneziano e Nabor.
