O ex-deputado federal Julian Lemos (PP) voltou a fazer críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante entrevista ao programa Senso Crítico, exibido pela FGTV e MRTV. Na conversa, realizada após o segundo turno das eleições presidenciais, o ex-parlamentar afirmou que já previa a derrota de Flávio para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez declarações contundentes sobre o senador.
“Eu falei aqui que ele perderia para Lula, por vários fatores”, afirmou Julian. Segundo ele, o resultado eleitoral demonstrou que a vitória não foi apenas do PT, mas da liderança pessoal de Lula e de sua capacidade de dialogar com diferentes segmentos da sociedade.
Ao comparar Flávio com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Julian declarou considerar o senador “extremamente mais perigoso do que Jair Bolsonaro”. Na avaliação dele, o parlamentar representaria riscos às instituições democráticas.
Durante a entrevista, Julian também relatou que se sentia ameaçado durante a campanha eleitoral. “Se Flávio fosse eleito, eu era um homem praticamente morto”, afirmou. O ex-deputado ainda utilizou os termos “criminoso” e “corrupto” para se referir ao senador. As declarações foram feitas pelo ex-parlamentar, mas não foram acompanhadas, nos trechos divulgados, de provas que sustentassem as acusações.
Ao comentar a política paraibana, Julian também direcionou críticas aos representantes identificados com o bolsonarismo no estado. “Na Paraíba não tem político de direita. Tem bolsonaristas que fazem parte de uma seita”, declarou.
O ex-deputado afirmou que pretende acompanhar a atuação desses políticos e voltou a questionar a relação de Flávio Bolsonaro com o segmento evangélico.
“Flávio não é evangélico. Vocês vão ver que o Flávio não bota os pés mais nunca dentro de igreja”, disse Julian, acrescentando que o tempo, segundo ele, demonstraria se suas avaliações estavam corretas.
As declarações foram feitas durante o programa Senso Crítico, da FGTV e MRTV, e repercutem no contexto das discussões sobre o resultado da eleição presidencial e os rumos do bolsonarismo após a disputa.
Redação
