Tem uma regrinha básica em política que diz: ao abater o inimigo, nunca deixe-o respirando. Ao tentar, portanto, retirar a presidência da Assembléia Legislativa das mãos dos Cunha Lima, o grupo do governador Maranhão pretende exterminar por completo os instrumentos que a atual oposição na Paraíba dispõe para retomar o poder no futuro.

É o que supõe a ação popular movida pelo mais novo “laranja” maranhista, o indefectível Pastor Fausto Oliveira, pedindo a suspensão da reeleição do tucano, realizada em novembro de 2007.

No campo político, é óbvio que a antecipação da eleição de Arthur foi uma manobra para assegurar-lhe o poder ante qualquer revés de Cássio nos tribunais eleitorais . Mas, como se sabe, o plenário é soberano. E o projeto de resolução foi aprovado por 20 votos a 10 dos oposicionistas da época.

A discussão agora é jurídica. E pelo que eu tenho ouvido de deputados ligados à bancada de Maranhão tem poucas chances de prosperar. Primeiro, porque há precedentes na Casa. A eleição de Rômulo Gouveia já foi no mesmo sistema. Depois, porque foi vencida no voto, no plenário, de forma clara.
Há quem vislumbre ainda vício de origem da ação popular, que não seria a ação adequada para o caso.

Além do mais, o autor da ação, Pastor Fausto, não goza de grande legitimidade para tal.

O fato é que talvez seja mais fácil vencer essa disputa no campo político do que no campo jurídico. Ninguém pode ser culpado se Maranhão ainda não teve competência para ampliar bancada na Assembléia Legislativa. É lá que ele deve marcar o mandato de Arthur Cunha Lima na presidência da Casa.

Excluindo o mérito da questão, uma coisa é certa. Se Arthur for alijado da presidência da Assembléia, a aliança política dos cassistas com o prefeito Ricardo Coutinho avança mil anos luz. Simplesmente porque é na administração municipal que o grupo, pendurado apenas pela Assembléia, irá se entrincheirar para a guerra de 2010.

Aliás, dentro da Assembléia, que tem um orçamento limitado, já há quem sugira que os “aliados” procurem Ricardo Coutinho para resolver problemas, sejam eles das mais variadas naturezas.

Assim, ao tentar tirar a presidência da Assembléia das mãos de Arthur Cunha Lima, Maranhão acaba contribuindo para a acentuação da aliança Cássio/Ricardo. Se for exatamente isso que Maranhão quer, pode ter certeza que está no caminho certo.

 

Farra, não
A deputada Francisca Mota é uma senhora respeitada e de conduta pessoal inquestionável. Não poderia, portanto, engolir calada as declarações do colega Antônio Mineral, para quem a Caravana da Reconstrução somente serviu para “farra” dos maranhistas.
“Não sou de farra, me respeite!!”, bradou a deputada. Mineral teve que se explicar.

Foi sem querer
Foi com o voto do deputado Ruy Carneiro (PSDB) que a Assembléia Legislativa acabou aprovando Voto de Aplauso ao prefeito Ricardo Coutinho (PSB) pela iniciativa de implantar sistema de integração dos coletivos da região metropolitana de João Pessoa.

Sem prosperar

Advogado militante, o deputado Jeová Campos (PT) confidenciou a poucos que não acredita que a ação popular pedindo a revogação da reeleião de Arthur Cunha Lima (PSDB) vá prosperar.

Família em baixa

Foi numa reunião séria que o governador José Maranhão (PMDB) pediu aos auxiliares que evitassem nomeações de parentes em seu governo. Quer afastar o fantasma do nepotismo do governo.

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