Categorias: Política

Hugo Motta pode aplicar a Eduardo Bolsonaro a mesma medida que cassou o mandato de Brazão

PUBLICIDADE

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta pode ser decisivo para o futuro político de Eduardo Bolsonaro, que está licenciado do mandato desde março e permanece nos Estados Unidos. Diante do prolongamento da ausência de Eduardo e das recentes declarações de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o cenário se aproxima de um precedente já estabelecido pela própria presidência da Casa: a cassação do mandato de parlamentares ausentes, como ocorreu com Chiquinho Brazão.

Eduardo Bolsonaro segue licenciado do mandato sob o argumento de que estaria em missão no exterior. Porém, segundo o próprio PL, ele pode acumular até 44 faltas em sessões ordinárias da Câmara antes de correr risco de perder o mandato. O artigo 55 da Constituição Federal prevê a cassação de mandato para deputados que deixarem de comparecer a 1/3 das sessões ordinárias, salvo em caso de licença ou missão autorizada pela Casa.

O caso de Eduardo se assemelha ao do deputado Chiquinho Brazão, preso sob acusação de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco. Mesmo sem condenação definitiva, Brazão teve o mandato cassado por Hugo Motta, que aplicou rigorosamente o dispositivo constitucional. A decisão foi tomada após o parlamentar ultrapassar o limite de faltas permitido sem justificativa ou autorização da Câmara.

Se decidir seguir o mesmo critério, Hugo Motta poderá aplicar o artigo 55 também a Eduardo, que segue fora do Brasil atuando nos bastidores com lideranças da extrema-direita americana, incluindo o presidente Donald Trump. O deputado licenciado tem defendido publicamente a imposição de sanções contra o governo Lula e o Judiciário brasileiro.

A situação de Eduardo se agrava após as novas medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro pela Polícia Federal nesta sexta-feira (18), que incluem o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e aos finais de semana, e proibição de contato com investigados, o que abrange o próprio Eduardo.

Além disso, Bolsonaro admitiu nesta quinta-feira (17) que não tem mais recursos financeiros para sustentar a permanência do filho no exterior. Segundo ele, cerca de R$ 2 milhões já foram enviados para que Eduardo se mantivesse fora do país, temendo investigações e sanções da Justiça brasileira.

PB Agora

PUBLICIDADE

Últimas notícias

Primeiro bebê de 2026 na Paraíba nasce em João Pessoa

O primeiro nascimento registrado na Paraíba em 2026 ocorreu em João Pessoa, na madrugada desta…

1 de janeiro de 2026

JP se destaca como 1ª capital do NE e 2ª do país em crescimento de emprego

João Pessoa apresentou mais uma vez um desempenho expressivo na geração de empregos formais, conforme…

1 de janeiro de 2026

Mulher invade residência e mata homem a tiros na noite de Réveillon, em João Pessoa

Um homem foi morto a tiros na madrugada desta quinta-feira (1º) na comunidade Cangote do…

1 de janeiro de 2026

79 municípios da Paraíba estão sob alerta de perigo potencial por baixa umidade

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta quinta-feira (1º), um alerta amarelo para perigo…

1 de janeiro de 2026

Defesa Civil interdita edifício após desabamento de apartamento no bairro do Bessa

Um apartamento desabou no início da manhã desta quinta-feira (1º) no bairro do Bessa, em…

1 de janeiro de 2026

Após repercussão, presidente da Câmara de Bayeux explica suspensão de concurso: “Instabilidade financeira”

Empossada como nova presidente da Câmara Municipal de Bayeux, a vereadora Jays de Nita usou…

1 de janeiro de 2026