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Hervázio Bezerra critica falta de articulação do MDB nas posições políticas da Assembleia e da Câmara de João Pessoa

Foto: Reprodução/Rede Mais

O deputado estadual reeleito Hervázio Bezerra (MDB) criticou, durante entrevista essa semana, a falta de articulação interna do MDB e a ausência de diálogo entre os integrantes da legenda após as eleições para tratar sobre as articulações partidárias do bloco no tocante à próxima Mesa Diretora da ALPB . Segundo ele, não houve sequer uma reunião da bancada para discutir uma estratégia conjunta e alinhar o posicionamento político do partido até a presente data.

A declaração foi feita após Hervázio ser questionado sobre a avaliação do deptuado estadual eleito Nilvan Ferreira de que apenas o PL deverá assumir uma postura efetiva de oposição na Paraíba. Ao comentar o cenário, o deputado reconheceu a falta de organização interna do próprio MDB e cobrou uma definição coletiva sobre a atuação da legenda na próxima legislatura, a partir de fevereiro de 2027.

“Terminou a eleição, nós não fizemos uma reunião, uma! Para unificar o discurso”, afirmou.

Para exemplificar a falta de articulação, Hervázio relembrou as movimentações em torno da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de João Pessoa. Segundo ele, havia a possibilidade de uma composição entre os seis vereadores do PL e os quatro do MDB, formando um grupo inicial de dez parlamentares para tentar construir maioria na disputa.

O deputado, no entanto, afirmou que foi surpreendido ao perceber que praticamente todos os vereadores do MDB já haviam assinado uma lista de apoio a outra composição, sem que houvesse uma discussão prévia sobre uma estratégia conjunta.

“Eu achava, em tese, que, se você teria seis vereadores do PL, quatro do MDB, seriam dez. Faltariam apenas nove para que nós conseguíssemos formar a mesa. Mas, quando eu fui ver, os meus companheiros já haviam praticamente todos assinado”, relatou.

Questionado pelos entrevistadores, Hervázio confirmou que se referia à lista articulada pelo vereador Mikika Filho. O parlamentar lamentou a falta de disposição para discutir uma alternativa antes da definição dos apoios.

“Eles não quiseram sequer sentar para a gente montar um plano, montar uma estratégia”, declarou.

Já sobre as articulações na Assembleia, Hervázio disse que percebeu que também cada um eleito do partido tomou uma decisão individual, a exemplo de Fábio Ramallho e Camila Toscano. E ele assim o fará também.

Redação

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