O senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos em um jato particular pertencente à empresa argentina Baires Fly, citada em uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo recursos públicos destinados à área de deficiência na Argentina. As informações foram publicadas pelo UOL nesta quarta-feira (28).
Segundo a reportagem, a empresa é investigada em um suposto esquema de desvio de recursos da Agência Nacional de Deficiência (Andis), órgão público argentino. A apuração envolve suspeitas de contratos superfaturados para fornecimento de medicamentos e insumos médicos, além de possíveis pagamentos de propina.
De acordo com o UOL, empresas fornecedoras investigadas teriam transferido dinheiro para contas vinculadas à Baires Fly sob a justificativa de pagamentos por voos fretados. Os investigadores suspeitam que algumas dessas operações tenham sido utilizadas para dissimular a origem dos recursos.
A reportagem também cita o empresário Sergio Mastropietro, apontado como um dos articuladores do esquema investigado, e sua relação comercial com a companhia aérea.
Trajeto até os Estados Unidos
Conforme o UOL, Flávio viajou acompanhado da esposa e das duas filhas. O grupo atravessou a fronteira terrestre entre Brasil e Argentina e embarcou em Puerto Iguazú em um jato Gulfstream G400, que fez escala em Guayaquil, no Equador, antes de seguir para Miami, nos Estados Unidos.
A aeronave utilizada no trajeto pertence à Baires Fly, empresa que já havia sido associada a viagens do presidente argentino Javier Milei.
A viagem ocorreu em meio à repercussão sobre a saída do senador do país e às questões judiciais relacionadas a seus passaportes.
A investigação envolvendo a Baires Fly apura possíveis irregularidades na movimentação de recursos públicos argentinos. A citação da empresa no caso, contudo, não significa que Flávio Bolsonaro esteja envolvido nesse suposto esquema.
As informações são do UOL
