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Federação PT, PV e PC do B anuncia apoio à reeleição do deputado paraibano Hugo Motta para presidência da Câmara

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A candidatura do deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) à reeleição para a presidência da Câmara dos Deputados recebeu, nesta terça-feira (27), o apoio da federação formada por PT, PV e PCdoB. Com a adesão, o grupo favorável à permanência do parlamentar paraibano no comando da Casa passa a reunir 15 partidos.

A eleição está prevista para fevereiro de 2027, quando será escolhido o presidente da Câmara para um mandato de dois anos. Além da federação liderada pelo PT, Motta conta com o apoio de PSB, PDT, PSD, MDB, Podemos, Republicanos e das federações União Brasil-PP, PSDB-Cidadania e Solidariedade-PRD.

O PT já havia apoiado a eleição de Motta em 2025 e atualmente ocupa a primeira-secretaria da Mesa Diretora. Para a próxima disputa, integrantes da legenda também trabalham para impedir que o PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, participe do bloco de apoio ao atual presidente da Câmara.

A estratégia dos petistas, intensificada após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), busca reduzir a participação do PL na distribuição dos cargos da Mesa Diretora e no comando das comissões parlamentares.

Segundo projeções de técnicos do Congresso, caso o bloco de Motta reúna pelo menos 17 partidos, as 15 primeiras escolhas para a presidência de comissões ficariam com o PT e legendas do Centrão. Nesse cenário, o PL passaria a ter apenas a 16ª opção, em vez de ocupar as três primeiras posições na ordem de escolha.

A mudança poderia levar o partido a presidir colegiados considerados menos prestigiados, embora mantivesse o comando de sete comissões. A alteração também poderia reduzir sua capacidade de influenciar a pauta de votações da Câmara.

A simulação considera os apoios já confirmados e a possível adesão da federação PSOL-Rede, que ainda não definiu seu posicionamento. A bancada pretende se reunir na próxima semana para discutir a participação no bloco de Motta.

Entre os fatores que devem influenciar a decisão do PSOL está a possibilidade de um acordo para alterar o sistema eleitoral brasileiro. O Centrão articula com Hugo Motta a substituição do atual modelo proporcional pelo distrital misto, apontada como uma forma de enfraquecer a direita nos próximos anos.

O PSOL se posiciona contra a proposta por avaliar que a mudança poderia prejudicar o partido em alguns estados.

Já o PL ainda não definiu como atuará na eleição da Câmara. Inicialmente, a legenda pretendia disputar a presidência da Casa em um cenário de vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial.

PB Agora
com informações do G1

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