Em discurso nesta segunda-feira (16) durante um seminário em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que os Estados Unidos “têm obrigação e uma chance extraordinária de estabelecer uma nova relação com a América Latina” e falou sobre a economia brasileira perante a crise.

 

“Não a Aliança para o Progresso da década de 60, nem a política de ingerência também da década de 60, mas uma relação de parceria, de ajudar os países mais pobres a se desenvolverem e se apresentarem como amigos, construir aquilo que falta ser construído”, explicou.

 

Ele ressaltou que tem conversado com os presidentes dos países da América do Sul e que todos têm interesse em mudar seu relacionamento com os EUA.

 

‘Oportunidade’

Lula, que participou do seminário “Brasil: Parceiro Global em uma Nova Economia; Estratégias Sólidas para Momentos Desafiadores”, afirmou que a crise econômica mundial é uma “oportunidade” para o presidente americano Barack Obama e para ele.

 

“Eu, que estou com seis anos de mandato, que poderia estar cansado, essa crise vem me provocar, essa crise vem me desafiar e vai me dar mais motivação para fazer mais do que fizemos até agora”.

 

Ele afirmou que o Brasil ainda vai crescer neste ano, mas em taxas reduzidas. Segundo ele, o governo vai manter o estímulo “responsável” do consumo doméstico, enquanto realiza os investimentos necessários mesmo com a queda das receitas.

“Eu não vou cortar um centavo dos gastos sociais, nem dos investimentos em infraestrutura”, disse, acrescentando que tais medidas vão assegurar uma recuperação rápida da produção industrial e a manutenção dos atuais níveis de emprego.
 

Cuba

Lula também abordou o relacionamento entre Estados Unidos e Cuba.

“Não existe mais, do ponto de vista político, sociológico, da racionalidade humana, nada mais que impeça o restabelecimento das relações EUA e Cuba. Não é possível que a gente continue fazendo no século XXI políticas com o olhar do que aconteceu no século XX. Vamos fazer política pensando no século XXII e deixar o que aconteceu no século XX ou XIX como uma experiência histórica para que a gente aperfeiçoe os acertos e não cometa os mesmos erros.”

 

G1

 

 

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