O site WikiLeaks, que vem aterrorizando as autoridades governamentais no Mundo inteiro, divulgou nesta 2ª feira, uma lista secreta de locais estratégicos para os Estados Unidos, que incluem cabos submarinos e jazidas de nióbio e manganês existentes no Brasil.

Caso de segurança nacional

Um telegrama diplomático de 2009 pede às missões do País pelo Exterior, que atualizem uma lista de infra-estrutura e recursos espalhados pelo Mundo “cuja perda poderia impactar criticamente na estabilidade econômica e/ou na segurança interna dos EUA”.

Minérios em Rio Tinto?

Sobre o Brasil, o documento cita cabos de telecomunicação submarinos com conexões em Fortaleza-CE e no Rio de Janeiro-RJ, além de jazidas de minério de ferro e manganês, que estariam localizadas na Paraíba, no município de Rio Tinto e nióbio em Araxá (Minas Gerais) e Catalão (Goiás). Não há, porém, detalhes sobre o porquê dessas instalações serem consideradas tão importantes para o governo americano.

Medo de ataque terrorista

O telegrama diplomático diz que o Departamento de Estado (leia-se: Pentágono, CIA, FBI e Casa Branca), em coordenação com o Departamento de Segurança Interior, estava pedindo informações às embaixadas sobre locais e recursos que, “se destruídos, teriam um efeito imediato e deletério sobre os EUA”. O texto ressalta que os diplomatas não devem consultar os governos locais sobre o tema.

Vazamento de documentos secretos

O pedido foi feito no âmbito do Plano Nacional de Proteção à Infra-estrutura, que busca garantir a integridade de recursos vitais a fim de se evitar possíveis ações terroristas, bem como responder melhor a desastres naturais, por exemplo. O site WikiLeaks tem vazado cerca de 250 mil documentos secretos do Departamento de Estado, desde o fim de novembro.

Jazidas atiçam cobiça mundial

A preocupação dos Estados Unidos com reservas de nióbio e manganês no Brasil é procedente. As maiores reservas do minério já descoberto, no mundo, na proporção de até 88%, estão em território brasileiro. Boa parte dessas jazidas fica na mina de Catalão, em Goiás e cerca de 80% do total restante, na Amazônia e no Mato Grosso.

Reservas para o futuro

O minério, praticamente desconhecido pela maioria da população, é fundamental para os filamentos das lâmpadas fluorescentes ou no processo da delicada soldagem de jóias finas. O mais relevante em sua serventia industrial é o que vem por aí, no limite do futuro tecnológico que começa entre 2013 e 2016.

Metal de alta tecnologia

O nióbio pode melhorar notavelmente a qualidade de aços inoxidáveis especiais, como os utilizados no manejo de petróleo e também na circulação de líquidos em instalações nucleares – água da refrigeração dos reatores, por exemplo – conseqüência da baixa captação de nêutrons. É um componente essencial na construção dos motores de mísseis e de aviões de caças com alto desempenho.

Uso na indústria de armas

A grande meta – no entanto – é o uso do nióbio na construção de supercondutores, um campo de aplicação no qual os pesquisadores do estado físico sólido principalmente, não vêem limites: de novos componentes eletrônicos para computadores de alto desempenho a sistemas de levitação magnética para trens de alta velocidade, passando por monitores de alta precisão, para emprego na indústria bélica militar.

Informação é desconhecida

O manganês, supostamente existente em Rio Tinto de maneira abundante, é um minério do qual o Brasil é o 2º maior produtor mundial e entra na receita técnica de quase tudo que é elaborado pela indústria mundial – sem ele, por exemplo, o alumínio só serve para produzir panelas e o aço não passaria de um metal frágil – utilizado na fabricação de aços especiais, melhora virtudes como resistência ao desgaste e rigidez.

Material para pesquisa cientifica

Na liga com cobre e antimônio, resulta em um laminado ferromagnético, uma espécie de ímã, de aplicações em pesquisas científicas de precisão. Vidros de alto grau de pureza destinados a laboratórios e outros equipamentos ferrosos, limpos de detritos, dependem do manganês.

Pintura para foguetes espaciais

É bom lembrar que bem pertinho da tal reserva estratégica de manganês revelada pelo WikiLeaks, os holandeses, japoneses, alemães, norte-americanos e australianos da Pacific Hydro já exploram de maneira discreta e misteriosa (além da energia eólica), uma jazida mineral considerada ultra-importante para a composição química básica das tintas especiais que servem para isolamento térmico de foguetes, sondas, naves tripuladas e/ou satélites artificiais lançados ao espaço sideral, em diversas plataformas construídas em torno do globo terrestre, por russos, chineses, franceses, coreanos, ingleses, etc.

Raridade no litoral paraibano

Em todo o planeta Terra, só foram descobertas, até hoje, apenas três reservas desse minério, somente encontrado em áreas de praias ou antigos leitos marinhos, atualmente expostos ao sol, depois de permanecerem milhões de anos cobertos por água salgada, como no grande deserto aborígene vermelho da Austrália, no deserto de Kalahary, na África do Sul ou aqui no litoral paraibano, mais precisamente em Barra de Camaratuba, no município de Mataraca.

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