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Em vídeo, Júnior Pires nega ligação com facção criminosa e explica saída do Procon/JP

O ex-secretário do Procon de João Pessoa e suplente de vereador, Júnior Pires (PSB), negou ter qualquer ligação com organizações criminosas e explicou os motivos que o levaram a pedir exoneração do cargo. Em pronunciamento publicado nas redes sociais nesta terça-feira (13), ele afirmou que a decisão teve como objetivo preservar a instituição e permitir que o trabalho de defesa do consumidor continuasse sem prejuízos.

Júnior Pires foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga uma suposta negociação de apoio político com integrantes de uma facção criminosa na Paraíba. Ele também foi afastado cautelarmente do cargo por decisão judicial.

No vídeo, o ex-secretário afirmou que não pode comentar detalhes da investigação em razão do sigilo do processo, mas declarou confiar na Justiça. “O que eu quero falar para vocês, primeiramente e em absoluto, é que eu não tenho absolutamente nenhuma ligação ou envolvimento com nenhuma organização criminosa”, disse.

O ex-gestor também comentou os valores apreendidos durante a busca e apreensão realizada em sua residência, nos últimos dias do primeiro turno das eleições. Segundo ele, os recursos são compatíveis com sua renda e parte já havia sido declarada à Receita Federal.

“Os valores apreendidos na minha residência são plenamente compatíveis com a minha renda, tendo inclusive declarado parte desses valores desde o ano passado na Receita Federal, como manda a legislação”, afirmou.

Ainda de acordo com Júnior Pires, outra parte do dinheiro seria proveniente da venda de bens realizada durante o processo de separação da ex-esposa, com quem está resolvendo questões relacionadas ao divórcio há cerca de seis meses.

Exoneração do Procon

Ao explicar a decisão de deixar o comando do Procon Municipal, Júnior Pires negou que o pedido de exoneração represente uma admissão de culpa. Ele afirmou que optou pelo afastamento para se dedicar à própria defesa e evitar que a instituição fosse prejudicada pelas investigações.

“E eu quero dizer que foi justamente o contrário. Todo o trabalho realizado durante esse um ano e meio, quase dois anos à frente do Procon Municipal de João Pessoa, jamais poderia ser penalizado e colocado sob suspeita por essa situação”, declarou.

Segundo o ex-secretário, a saída foi uma forma de preservar a credibilidade do órgão e garantir a continuidade das ações em defesa dos consumidores da capital paraibana.

“Por isso, para preservar a instituição Procon, para que a instituição continue atuando firme na sua defesa, na defesa do consumidor pessoense, eu decidi me afastar para me dedicar à minha defesa e para que o órgão não sofresse nenhuma retaliação e não fosse colocado sob suspeita”, explicou.

Ao final do pronunciamento, Júnior Pires afirmou que pretende continuar atuando na advocacia e nas redes sociais, mantendo o compromisso com a defesa dos direitos dos consumidores.

“A defesa do consumidor precisa continuar. Vários avanços foram realizados nesse ano e essa defesa não pode jamais recuar”, concluiu.

A investigação da Polícia Federal apura suspeitas relacionadas a uma suposta negociação de apoio político com integrantes de uma facção criminosa. As declarações de Júnior Pires foram feitas em pronunciamento nas redes sociais nesta terça-feira (13).

Redação

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