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João sobe o tom contra bolsonarismo em CG e convoca aliados: “A história não perdoa covardes”

Foto: Reprodução/Youtube

O ex-governador da Paraíba e senador eleito João Azevêdo (PSB) fez um discurso duro contra o grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro durante um encontro de lideranças em Campina Grande, nesta terça-feira (13). O evento reuniu aliados de João e do governador Lucas Ribeiro (PP) em torno da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.

Ao estabelecer diferenças entre os dois campos políticos, João resgatou a relação do governo Bolsonaro com os estados nordestinos, criticou o que classificou como desrespeito às regras democráticas e convocou prefeitos, parlamentares e demais lideranças a intensificarem a mobilização em favor de Lula.

“Eu fui governador quando não tinha governo no Brasil. E como o Nordeste foi tratado durante a gestão? Nós não tínhamos sequer diálogo em um mínimo tema”, afirmou. Em seguida, relembrou a expressão “esses paraíbas aí”, utilizada por Bolsonaro em referência a governadores nordestinos, e classificou a declaração como demonstração de falta de respeito à região.

Para João, a disputa eleitoral vai além das diferenças partidárias. “O que a gente está discutindo aqui, gente, é a diferença entre civilidade e barbárie. O que a gente está discutindo aqui é entre você ter humanidade, que é o que cuida das pessoas, e aquelas que querem tirar direitos”, declarou.

O ex-governador também afirmou que a eleição representa um confronto em torno da democracia, da liberdade e do respeito às instituições. Segundo ele, o grupo adversário não respeita as regras democráticas e recorre a estratégias que, em sua avaliação, não deveriam fazer parte do debate político.

Apesar de reunir aliados e lideranças que já apoiam Lula, João alertou que o resultado da eleição não será definido apenas pela mobilização de quem já está convencido a votar no presidente.

“A vitória de Lula não está aqui dentro desse auditório, porque todos nós aqui já estamos conscientes de que precisamos votar em Lula. A vitória de Lula está fora daqui”, afirmou.

O ex-governador defendeu que a campanha busque eleitores indecisos e pessoas que votaram em outros candidatos no primeiro turno. Para ele, o desafio é dialogar também com quem demonstra resistência aos argumentos apresentados pelo campo governista.

João citou como exemplo a reação de eleitores a denúncias e questionamentos envolvendo figuras políticas de diferentes campos. Na avaliação dele, há uma dificuldade de parte do eleitorado em aplicar os mesmos critérios a aliados e adversários políticos.

A estratégia defendida pelo socialista inclui ampliar a presença nas redes sociais. Ele pediu que prefeitos, vereadores, deputados e demais apoiadores gravem vídeos explicando os motivos de seu voto em Lula e compartilhem os conteúdos com seus públicos.

“Todos nós temos a capacidade de influenciar alguém”, argumentou, ao destacar que mesmo perfis com poucos seguidores podem contribuir para a mobilização eleitoral.

Durante o discurso, João também entrou no debate sobre a redução da jornada de trabalho e a proposta de adoção da escala 5×2, com dois dias de descanso para os trabalhadores. Ele criticou a posição atribuída ao grupo adversário e mencionou uma emenda que, segundo afirmou, adiaria a implementação da medida.

O ex-governador questionou a alternativa de flexibilização da jornada com remuneração proporcional às horas trabalhadas, argumentando que o modelo poderia reduzir os rendimentos de trabalhadores que cumprissem jornadas menores.

“A história não perdoa covardes”

Ao final, João reforçou o apelo para que as lideranças aliadas assumam publicamente posição na disputa presidencial, em vez de permanecerem neutras.

“Nós estamos aqui fazendo a disputa da eleição das nossas vidas, porque essa é a compreensão que precisamos ter nesse momento político desse país”, declarou.

O senador eleito também pediu que os aliados usem suas redes para defender a reeleição de Lula e encerrou a convocação com uma mensagem direcionada a quem ainda não se posicionou:

“A história não perdoa covardes. Tem que tomar uma posição”.

PB Agora

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