O prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), afirmou que o principal motivo para continuar filiado ao Partido Socialista Brasileiro é o respeito ao ex-governador e presidente estadual da legenda, João Azevêdo. A declaração foi dada durante entrevista ao podcast Direto de Brasília, em conexão com o programa Hora H, da Rádio POP FM e Rede Mais.
Nos últimos dias, Léo tem demonstrado publicamente o desconforto com o tratamento recebido dentro do partido, especialmente após declarar apoio ao prefeito Cícero Lucena (MDB) como pré-candidato ao Governo da Paraíba nas eleições de 2026.
Durante a entrevista, o gestor criticou integrantes do PSB que, segundo ele, preferem fazer cobranças e críticas pelas redes sociais em vez de buscar o diálogo.
“Eles têm a oportunidade de me procurar e resolver os problemas. Mas preferem ir para a rede social fazer firula. Eles têm meu contato, podem mandar para mim e a gente resolve. Não tem problema nenhum”, afirmou.
Léo ressaltou que sempre pautou sua atuação política pelo diálogo e pela busca de soluções, evitando transformar demandas administrativas em disputas políticas.
O prefeito também fez um desabafo sobre sua permanência na legenda e revelou que tem suportado a atual situação exclusivamente por consideração a João Azevêdo.
“Estou desconfortável dentro do meu partido. Estou aguentando isso tudo em respeito a essa pessoa. Em respeito não ao partido, mas em respeito a João. Estou esperando essa conversa, de maneira madura e serena, para que a gente chegue a um denominador comum. Se der certo, partimos juntos; se não der certo, também partimos juntos. Nossa amizade é inabalável”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de deixar o PSB, Léo afirmou que pretende conversar primeiro com João Azevêdo antes de qualquer decisão. Ele revelou, inclusive, que poderá manter um diálogo com o presidente nacional da sigla, João Campos, mas somente após esse encontro.
O prefeito ainda lamentou a falta de apoio que recebeu de correligionários durante o período de desgaste interno.
“Não recebi uma ligação de ninguém do partido me dando apoio. Pelo contrário. Todos têm meu telefone e poderiam me procurar para conversar, mas preferem ir para as redes sociais”, concluiu.
PB Agora
