O ex-deputado federal Julian Lemos (PP) voltou a criticar Flávio Bolsonaro na reta final do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em declaração contundente, o ex-parlamentar afirmou que o Brasil não pode entregar o futuro de mais de 200 milhões de brasileiros ao que classificou como uma “aventura política” e apontou preocupações com a democracia e a soberania nacional.
Em sua fala, Julian direcionou críticas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e à senadora Damares Alves (Republicanos), questionando o apoio ao projeto político de Flávio. “Vocês estão entregando o Brasil na mão de um irresponsável”, declarou.
O ex-deputado também fez acusações contra o senador, mencionando sua trajetória política e questionando sua atuação pública. Ao abordar o histórico de Flávio Bolsonaro, Julian citou episódios envolvendo sua passagem pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e pelo Senado Federal. As declarações, no entanto, foram apresentadas como avaliações e acusações do próprio ex-parlamentar.
Julian também afirmou que a eventual chegada de Flávio à Presidência poderia representar riscos institucionais. Em um dos trechos mais enfáticos, questionou a possibilidade de retirar um presidente do cargo caso ele adotasse medidas para ampliar o próprio poder. “Se não der certo, a gente tira. Tira como, rapaz?”, perguntou.
Ao comparar os dois campos políticos, o ex-deputado reconheceu que há críticas a fazer ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas o descreveu como um defensor da democracia. “Não goste de Lula, você quer que eu bote defeito aqui em Lula? Eu boto um bocado. Mas ele é um homem da democracia”, afirmou.
Na parte final da declaração, Julian direcionou críticas a lideranças religiosas que apoiam o bolsonarismo e disse acreditar que esses grupos também deverão responder politicamente por suas escolhas. O ex-parlamentar sustentou que sua manifestação não tem como objetivo conquistar visibilidade ou mandato, mas expressar o que considera uma responsabilidade diante do cenário eleitoral.
A declaração ocorreu em entrevista à Rádio PoP, nessa quarta-feira (20).
PB Agora
