Errar é humano. Mas nas portas de uma campanha estadual é perigoso. É por isso que Maranhão III se esforça para ser diferente do Maranhão passado: quer errar menos porque sabe que assumiu o governo em ritmo de campanha.

Sabe, e já repassou o recado para equipe, que todo deslize, seja político ou administrativo, vai refletir diretamente em pontos favoráveis para aqueles que almejam o que governador ora possui.

Maranhão não concorre apenas com os avanços do governo Cássio. Mas, sobretudo, com a gestão de Ricardo Coutinho em João Pessoa, numa disputa no melhor estilo Guerra Fria. Então, qualquer sinal de nuvem no seu governo é resultado de festa entre os adversários.

Por isso, Maranhão dá a sensação que vai governando pisando em ovos. Sem querer desagradar aliados, por isso, como exemplo, foi condescendente com os melindres do PT, arranhar a imagem ou provocar dissabores junto à opinião pública.

Com água na boca, os adversários querem ver com o novo governador vai se sair, por exemplo, da negociação com os delegados, que reivindicam reajustes salariais. Há também uma sinalização de movimento grevista dos defensores públicos, que estão em luta parecida com a dos delegados. Sem contar com os policiais civis que já mandaram, em forma de boas-vindas, diversos recados para o governador.

Por enquanto, tudo é trégua. Mas esse período tem prazo de validade. Uma bomba pode estourar entre os servidores com o corte de gratificações. Há também sinalizações de rebelião em presídios, pode anotar. Todos problemas administrativos que podem tornar um pesadelo o sonho de reeleição do atual governador.
Maranhão tem consciência de que quer evitar erros. Sabe que todos eles servirão de discurso na boca de adversários.

Toda denúncia, todo deslize doem menos quando no começo da gestão. Não no fim. 

 

8 de Março: homenagem

Em tempo, reproduzo frase da advogada Nadja Palitot, que tem sido exemplo da luta na política paraibana: “Enquanto os homens bebem, as mulheres prosperam!”
 

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