O senador e pré-candidato ao Governo da Paraíba Efraim Filho afirmou nesta segunda-feira (11) que o Senado Federal deve evitar aprovar novas indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal antes das eleições presidenciais de 2026.
Durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da rádio Arapuan FM, Efraim avaliou que o ambiente político no Congresso está fortemente polarizado e disse acreditar que há resistência da maioria dos senadores a nomes ligados ideologicamente ao atual governo.
Segundo ele, a rejeição ao indicado “Messias” representou um recado político claro ao Palácio do Planalto.
“O Supremo Tribunal Federal não é lugar para ideologia, principalmente mais ideologia à esquerda, porque já está desequilibrado demais”, declarou.
Efraim afirmou que qualquer novo nome enviado por Lula ao Senado deve enfrentar dificuldades para ser aprovado até a definição do cenário eleitoral nacional.
“Acredito que qualquer nome indicado pelo governo agora não passa até as eleições”, disse.
O senador defendeu que futuras indicações ao STF sejam deixadas para depois da disputa presidencial de 2026, permitindo que o próximo presidente eleito faça a escolha.
“O ideal é esperar as eleições de 2026. Quem ganhar, seja Lula ou seja Flávio, terá a primazia de fazer essa indicação, para que não fique uma indicação de um governo que eventualmente pode estar deixando o poder”, afirmou, ao citar o senador Flávio Bolsonaro como possível nome do campo bolsonarista.
Durante a entrevista, Efraim também criticou decisões recentes do ministro Alexandre de Moraes, especialmente a suspensão da Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso Nacional para rever penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro.
Para o parlamentar, o Congresso possui maior legitimidade democrática para deliberar sobre temas que impactam diretamente a população.
“Onze pessoas foram nomeadas, não foram votadas. Quem foi votado está no Congresso. Gostando ou não, todos que estão ali foram escolhidos por alguém para representar a população”, declarou.
Efraim ainda afirmou que temas centrais da vida pública devem ser debatidos prioritariamente pelo Legislativo.
“Para decidir sobre temas da vida das pessoas, é o Congresso que tem esse fórum”, concluiu.
PB Agora