O termo “fake news” foi escolhido como palavra do ano de 2017 pelo dicionário da editora britânica Collins e designa notícias fabricadas para enganar pessoas. Esse tipo de mentira já teve protagonismo nas eleições americanas e deve causar impacto semelhante no pleito brasileiro.
A influência das fake news sobre o voto foi potencializada assustadoramente no segundo das eleições presidenciais brasileiras entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).
Na América do Sul, o fenômeno das “fake news” atingiu a democracia dos nossos vizinhos Argentina e Colômbia. E marcou a eleição de Donald Trump nos EUA. O presidente norte-americano usou e abusou desse expediente durante a disputa eleitoral em 2016.
Com Bolsonaro, a história se repete.
Essa semana, Fernando Haddad usou um encontro com lideranças evangélicas nesta quarta-feira, em São Paulo, para rebater acusações de defender a homossexualidade infantil e o incesto feitas contra ele por apoiadores de Bolsonaro. Ao lado da esposa, Ana Estela, Haddad disse que foi criado pelos pais dentro dos preceitos cristãos e, depois de adulto, "abraçou o cristianismo".
“Nós nos reunimos para deixar claro que os evangélicos trabalham com a verdade e, quando a mentira vem à tona, não representa mais a fé evangélica. As pessoas que produzem fake news e aquelas que o repassam o conteúdo com a consciência de que é mentiroso acabam agindo como os seguidores do demônio. Para atingir seus objetivos, se utilizam de todos os meios e, em especial, o nome de Deus em vão. Vamos deixar que a decisão do voto seja tomada apenas pela análise das ideias e propostas dos candidatos. Que vença o melhor para o Brasil”, afirmou o pastor Ariovaldo Ramos, da Frente Evangélica pelo Estado de Direito, organizador do ato de solidariedade a Haddad.
Aconteceu na Paraíba
A propósito desse tema, durante o segundo turno das eleições estaduais de 2010 se espalhou como um rastilho de pólvora uma campanha de difamação da imagem do governador Ricardo Coutinho (PSB).
A calúnia inundou às ruas da Paraíba em panfletos apócrifos e em notícias que circulavam na internet, onde eram feitas referências depreciativas de Ricardo Coutinho, classificando-o como ateu, satanista e inimigo dos cristãos, consagrando esculturas inauguradas durante a sua gestão na Prefeitura de João Pessoa.
Na oportunidade, líderes evangélicos da Paraíba vieram a público repudiar os ataques.
Os autores da campanha foram punidos, o candidato recebeu a solidariedade dos cristãos e venceu às eleições com maioria folgada de 150 mil votos.
O tiro saiu pela culatra.
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