A presidente eleita Dilma Rousseff adiou a divulgação de novos nomes para seu ministério, que estava prevista para esta sexta-feira (10). No meio da tarde, a assessoria da presidente eleita afirmou que três nomes seriam confirmados hoje, mas, após Dilma se reunir com líderes do PSB, a oficialização foi cancelada.

Eduardo Campos, presidente do PSB e governador reeleito de Pernambuco, se reuniu com Dilma na Granja do Torto. O vice-presidente da legenda, Roberto Amaral, também compareceu ao encontro. Devido ao crescimento de sua bancada na Câmara e ao número de Estados governados pelo partido, o PSB reivindica uma participação maior no governo Dilma.

Segundo a equipe de transição, Dilma vai esperar até a próxima semana para anunciar um pacote maior de ministros. Para hoje, era esperado que fossem oficializados os nomes de Antônio Patriota para as Relações Exteriores; Nelson Jobim (PMDB) para continuar na Defesa e Fernando Pimentel para o Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Com Lula, o PSB tem a Secretaria de Portos, que tem status de ministério, e a pasta de Ciência e Tecnologia, que deverá passar para o comando do petista Aloizio Mercadante. A troca é interessante para os socialistas, que desejam o ministério da Integração Nacional, pasta de grande influência na região Nordeste.

O PSB quer o ministério da Integração com o ex-deputado Fernando Bezerra Coelho (PE), e o das Micro e Pequenas Empresas com o senador reeleito Antonio Carlos Valadares (SE) – além de manter sob seu comando a Secretaria de Portos.

A indicação de Valadares para um ministério é, inclusive, de interesse do PT. É uma manobra para que o presidente do partido, José Eduardo Dutra, assuma uma vaga no Senado, já que é suplente de Valadares a partir do ano que vem.

O PSB também está de olho na direção de estatais e autarquias. Estão em jogo presidências e diretorias da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco), da Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), do Dnocs (Departamento Nacional de Obras contra as Secas) e do BNB (Banco Nacional do Nordeste).

 R7
 

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