Dizem que Ricardo Coutinho é ateu. Não acredito. E sabe por que não? Porque também dizem que família é sagrado. E o prefeito da Capital adora família, conforme já deu inúmeras provas disso. O que nos permite cumprir, sem medo de errar, o silogismo: família é sagrado, Ricardo é família, logo Ricardo é sagrado.

E não pense só porque tem ex-mulher trabalhando na sua gestão ou irmão nomeado na Emlur. Ricardo parece dar um valor à família como núcleo social que deve prosperar junta. Inclusive a família dos outros. Somente isso, caros leitores, pode justificar história que me chegou recentemente para análise.

Ou então o prefeito foi driblado e, na verdade, assim como o presidente de Lula, nada viu nem ouviu.

Vamos ao caso.

No segundo ano da gestão de Ricardo Coutinho, em 2006, a Secretaria de Educação do Município imprimiu na Grafset agendas escolares para professores e alunos do ano letivo de 2007, conforme empenho de número 0028887, num valor total de R$ 263.055,00 (Duzentos e sessenta e três mil e cinqüenta e cinco reais).

O estranho é que, mesmo com o valor da aquisição, tudo foi feito sem licitação. O mais curioso ainda é que a coordenadora do projeto da agenda escolar, conforme se verifica facilmente no expediente publicado na própria agenda, foi a felizarda Larissa Melo, filha da então secretária adjunta de Educação, Lúcia Giovanna Duarte de Melo, cujo o nome também consta no material.

O material foi pomposamente chamado de Diário da Educação, mas não passou de uma agenda colorida. Chama atenção ainda o fato da agenda ter sido transformada em livro. Isso mesmo. Dentro das normas da legislação brasileira, o Diário Escolar de 2007 de João Pessoa é um livro, com ISBN (International Standard Book Number ) – que é um sistema internacional padronizado que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país, a editora, individualizando-os inclusive por edição – e tudo mais.

O que pode ter sido a “brecha” para a inexegibilidade de licitação. O fato é que a Editora Grafset, na qual a filha da professora Geovana ainda trabalha, se beneficiou com uma gorda conta da prefeitura sem que outras empresas do ramo tivessem o mesmo direito de concorrer.

Acredito que Ricardo não atentou para esse fato. Se tivesse, apesar de demonstrar que para ele família é tudo, não teria permitido.

 


Rápidas e rasteiras de João Pessoa

A esposa do chefe de gabinete do vereador Luciano Cartaxo (PT), ex-líder da prefeitura e candidato a vice-governador na chapa de Maranhão, foi exonerada de cargo comissionado na prefeitura.

 

Além dela, o petista perdeu vários outros postos na administração de Ricardo. Que vai, claro, ficando cada vez menor para os aliados de João Pessoa devido ao projeto de estadualização do Mago.

 

O ex-vereador Gerson Gomes vai procurar o Procon de João Pessoa para reclamar sobre cheque sem fundo de R$ 28 mil que recebeu há anos sem a quitação do débito.

 

O vereador João Corujinha (PSDC) não sabe mesmo em que ninho vai ficar. Parece que pretende ressuscitar velho quadro de televisão cujo título perguntava “Quem dá mais?”

 

O irmão do vereador oposicionista Marcus Vinícius (PSDB), Sérgio Nóbrega, chegou muito perto no ano passado de ser o presidente do Folia de Rua. Seria ao menos uma boa justificativa para o prefeito conceder minguados R$ 70 mil para o pré-carnaval deste ano.

 

Ontem, durante comemoração dos 177 anos da PM na Paraíba, recebi a Medalha do Mérito Coronel Elísio Sobreira, a mais alta comenda da Polícia Militar do Estado, o que me deixou muito honrado. Irreverente, um jornalista amigo brincou: “Agora, você vai poder passar na Manzuá sem problemas!!!”

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