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Deputado alerta que decretos de Bolsonaro favorecem milícias no Brasil

O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) criticou decretos de Bolsonaro, em plena pandemia, que facilitam o acesso de atiradores, colecionadores e da população à compra de armas no país. Entre os quatro decretos, do dia 12 de fevereiro, Bolsonaro aumenta de quatro para seis a quantidade de armas que civis podem ter posse. Quem tem porte, pode circular com até duas armas. Recentemente o portal entrevistou o secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Jean Nunes, que também criticou a politica armamentista do governo de Jair Bolsonaro.

“Com esses quatro decretos, Bolsonaro permite ainda que os atiradores tenham até 60 armas e colecionadores possam ter até 30 armas diferentes. Isso facilitará o armamento das milícias civis. E o armamento da população facilitará a articulação das milícias militares com civis. Com isso, será possível a formação de grupos paramilitares em todo o país. E aí fica a pergunta: o que Bolsonaro está preparando com a colocação desse arsenal nas mãos desses grupos?”, alertou o deputado.

De acordo com o parlamentar, enquanto maior o número de armas, mais ameaçadas ficam a segurança pública e a democracia no país. O congressista disse que é lamentável e preocupante essa ação do presidente. “Enquanto a Covid-19 já matou quase 240 mil pessoas, temos um chefe do executivo nacional preocupado em armar a população. Com certeza, Bolsonaro tem um plano por trás de tudo isso. É uma situação preocupante. Até que ponto o plano de Bolsonaro não é armar seus apoiadores para ameaçar as instituições democráticas do país? A democracia está ameaçada e Bolsonaro encontrou uma forma de ganhar poder armando a população”, lamentou.

Secretário – Recentemente o portal entrevistou o secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Jean Nunes, que também criticou a politica armamentista do governo de Jair Bolsonaro. Nunes disse não concordar com a tese de que armando a população a segurança nos estados brasileiros está garantida.

“A gente não tem a compreensão que armando a população a gente vai trazer mais segurança para todos. Essa política armamentista do governo federal, na nossa ótica, é a assunção da incompetência de poder apoiar nos estados um combate mais forte da criminalidade. É assumir também a incompetência de que não consegue também controlar problemas de fronteira, como contrabando de armas ilegais”, comentou. Veja detalhes:
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Redação

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