O deputado estadual Nilson Lacerda (Republicanos) anunciou nesta quarta-feira (13), o rompimento político com o grupo Cunha Lima, após 35 anos de aliança, e confirmou adesão ao projeto de reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP). O ex-prefeito de Conceição afirmou que a decisão foi tomada após diálogo com aliados, lideranças políticas e bases eleitorais da região.
“Quero dizer que eu tenho uma trajetória, uma vida pública de 35 anos seguindo a orientação do grupo Cunha Lima, mas esse ciclo de 35 anos encerra agora e a partir de agora eu estou no projeto do governador Lucas. Isso é uma decisão tomada, após ouvir os amigos, os eleitores, a minha região, as minhas bases, a decisão está tomada”, afirmou Nilson durante entrevista à Rede Mais de Comunicação.
Na oportunidade, o parlamentar também reforçou o afastamento político do ex-governador Cássio Cunha Lima. “A partir de hoje, sigo o projeto do Governador Lucas e encerra esse ciclo de 35 anos, junto ao ex-governador Cássio Cunha Lima”, acrescentou.
Ao justificar a mudança de posicionamento político, o deputado ainda destacou a consolidação do atual grupo governista na Paraíba e afirmou que o projeto liderado pelo governador Lucas Ribeiro e pelo ex-governador João Azevêdo (PSB) foi determinante para sua decisão.
“A decisão é o trabalho, é o projeto do governador João Azevedo que está consolidado na Paraíba e isso nos leva ao convencimento. Portanto, fui convencido de que o projeto atual do governador Lucas, que já vem do governador João, é o projeto mais viável nesse momento para o Governo do Estado. E aí, sem dúvida, após ouvir os amigos da região, a gente toma essa decisão de seguir junto a esse projeto”, explicou.
Sobre o cenário político para as eleições estaduais, Nilson Lacerda avaliou que ainda é cedo para análises mais definitivas sobre a disputa pelo Governo da Paraíba.
“O processo eleitoral está se iniciando, é muito cedo para fazer um diagnóstico dos candidatos. São três fortíssimos candidatos ao Governo do Estado e o processo ainda está iniciando. Futuramente, a gente deve fazer uma avaliação mais segura, mais precisa, sobre o pleito, e eu ainda acho muito precoce uma avaliação a preço de hoje”, concluiu.
PB Agora