Recebi nesta segunda-feira pela manhã, via telefone celular, uma ligação feita pelo Dr. Magnaldo Nicolau. Ele me disse que vai interpelar extrajudicialmente o advogado Fernando Enéas (PCdoB) para que o mesmo explique porque está fazendo constantes denúncias contra a autoridade policial, denominando-o de “Anjo da Morte”.
Sem porões na Ditadura
Magnaldo me disse que nunca trabalhou no Dops (Departamento de Ordem Política e Social), temido por muitos militantes de esquerda como sendo um dos expoentes do esquema de repressão empregado pela Ditadura Militar brasileira contra os inimigos do regime instaurado no país, a partir de 31 de março de 1964.
Quebra-quebra na Lagoa
Na época, o delegado lembra que o Dr. Fernando Enéas defendia a atuação política de algumas lideranças comunitárias envolvidas em manifestações de protesto contra o aumento no preço das passagens de ônibus, chegando a liderar um ato público realizado na Lagoa do Parque Solon de Lucena e que terminou com o registro de um quebra-quebra de ônibus (coletivos urbanos) pertencentes à frota da Etur (propriedade do já falecido empresário Abelardo Azevedo).
Somente batalhas jurídicas
O delegado explicou que nunca prendeu, nem ameaçou e nem muito menos torturou o advogado Fernando Enéas, mantendo com o mesmo apenas um relacionamento estritamente profissional, inclusive quando ambos litigaram na Justiça por conta de reivindicações feitas por trabalhadores do setor canavieiro, na década de 1980.
Nunca despejou ninguém
Magnaldo chegou a defender juridicamente a Asplan (Associação dos Plantadores de Cana-de-Açúcar), mas nunca participou diretamente do cumprimento de ordens de despejo concedidas pela Justiça paraibana, embora tivesse o direito legal de acompanhá-las.
Comunista confirma denúncias
Por e-mail, também recebi neste final-de-semana um agradecimento formal de Fernando Enéas.
Diz ele: “Muito obrigado, caríssimo jornalista, por sua coragem, altivez e independência, qualidades que muito orgulham a nossa Paraíba, pela oportunidade que estou tendo em repor a veracidade dos fatos, para que não prevaleça a mentira, com a qual elementos, a exemplo do Dr. Magnaldo José Nicolau da Costa, hoje na pele de Corregedor Geral da Polícia Civil, buscam escamotear a verdade com a ação de seus atos e mentiras”.
Listando perseguidos
“O Dr. Magnaldo Nicolau sempre foi um (…) perseguidor implacável dos movimentos sociais, quando delegado federal em nosso Estado. E isso não é nenhuma novidade para líderes populares e personalidades como Wladimir Dantas, Walter Dantas (hoje na Diretoria de Marketing da Unimed) e sua esposa (jornalista Fábia Dantas), Wanderley Caixe, Simão Almeida e Agamenon Travassos Sarinho, entre muitos outros. O próprio Frei Anastácio (PT) o conhece de perto”.
(…)
O Caso dos Tickets
“Logo após a queda da Ditadura Militar, estando ainda não de todo desmantelado o aparelho repressivo daquela tirania, precisamente no governo Sarney, como advogado do Partido Comunista do Brasil – PCdoB, fui encarregado pela direção daquele partido em prestar assistência jurídica ao grande líder popular Wladimir Ricardo Alves Dantas, ex-presidente da Associação de Moradores do Bairro de Cruz das Armas”.
Culpando Lúcia Braga
“Fiz assim, como a de toda a sua diretoria e demais comunitários filiados àquela entidade, acusados injusta e covardemente por seus adversários políticos, todos ligados ao esquema da atual Deputada Federal Antônia Lúcia Braga (PMDB), naquele bairro, de estarem a vender tickets de leite de um programa federal”.
Alegando constrangimento
“Toda a operação foi plantada e coordenada pelo, à época, delegado federal Magnaldo José Nicolau da Costa, o qual, não se contentando em armar todo um circo de horrores em torno daqueles comunitários, igualmente os humilhou e os constrangeu o quanto pode na sede da Polícia Federal”.
Ação na Justiça
“Lembro de ter ajuizado contra Magnaldo Nicolau, uma Ação por Abuso de Autoridade, em nome de todos aqueles comunitários, perseguidos, injustiçados e constrangidos pela ação covarde e hedionda do Dr. Magnaldo Nicolau”.
Confronto no campo
“Mais tarde, como advogado da Fetag – Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba, tive (mais de uma vez) a infeliz oportunidade de encontrar aquele carrasco na condição de advogado dos mais desprezíveis latifundiários com os quais sempre se consorciou, seja como advogado ou autoridade”.
Aventura sobre rodas
Um quarteto de paraibanos fez contato comigo direto do Chile (via e-mail, nesta segunda-feira). O texto diz basicamente o seguinte:
“Estamos em Santiago, depois de atravessarmos o deserto de Atacama e termos nos defrontado com o rali Dakar em Antofagasta e Iquiqui. Viemos de motocicleta, sem a Paraíba saber…”
Quatro motos na estrada
“Estamos em número de quatro: Peninha, Toinho Mariz, Horácio e Almeida. Saímos de Cabedelo no dia 15 de dezembro e pretendemos retornar no próximo dia 31 de janeiro. Espero que você nos prestigie com o registro desta aventura inédita dos Cinqüentões do Asfalto”.
Alexandre contra-ataca
O cantor e compositor mineiro Alexandre Pires prometeu a alguns amigos fazer uma nova apresentação artística em João Pessoa, no segundo semestre deste ano. O novo show poderá ser realizado entre os meses de setembro ou agosto.
Na praia, para o povão
Será um espetáculo de graça, na praia, com a participação de mais cinco grupos de pagode formados por outros cantores e músicos amigos dele. Alexandre não perdoa a deputada estadual Nadja Palitot (PSL), por conta de críticas feitas pela parlamentar contra a figura pública dele, em 2009.
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