O deputado federal Wellington Roberto (PSD) admitiu- nesta quinta-feira (31) – que foi surpreendido com a decisão de Ivonete Ludgério de retirar a pré-candidatura à Câmara Federal para integrar a chapa de André Gadelha (MDB) como primeira suplente ao Senado. Segundo o parlamentar, ele só tomou conhecimento da mudança no fim da tarde de quarta-feira (29) e disse que não foi comunicado previamente sobre o acordo.
“Eu estava fora, percorrendo o Sertão da Paraíba, e realmente tomei conhecimento ontem, no final da tarde. Acho que o pré-candidato André Gadelha tinha interesse de ampliar sua votação em Campina Grande e, em uma conversa entre eles, resolveram fazer esse acordo, que eu respeito, mas não fui informado dessa decisão”, declarou.
Questionado se a saída de Ivonete representa um problema para a chapa proporcional do PSD, Wellington descartou preocupação e afirmou que a legenda já havia estruturado a nominata prevendo possíveis desistências.
“Nós temos gordura na questão das mulheres, porque fizemos uma nominata pensando que poderia haver alguma desistência. A decisão da vereadora Ivonete cabe exclusivamente a ela. Nós fizemos uma nominata a quatro mãos, muito competitiva, e até com condições de disputar uma terceira vaga, dependendo do desempenho das demais legendas”, afirmou.
Apesar de dizer que respeita a escolha da ex-vereadora, Wellington admitiu ter sido surpreendido pela mudança de rumo da aliada.
“Eu fui o último a saber. Acho que ela aceitou ser pré-candidata a deputada federal como uma decisão inicial e realmente me surpreendeu ela mudar esse posicionamento ao longo dos meses, saindo da candidatura à Câmara Federal para ser suplente de André Gadelha.”
O deputado também afirmou que o PSD está preparado para enfrentar as eleições de 2026 e criticou o que classificou como tentativas de setores ligados ao governo de criar instabilidade dentro da legenda.
A manifestação de Wellington Roberto ocorre um dia após o advogado Rui Galdino também elevar o tom das críticas à condução do PSD na Paraíba. O advogado acusou a direção estadual da legenda, presidida por Pedro Cunha Lima, de falta de transparência e de dificultar sua participação no processo interno.
Rui anunciou que recorrerá ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e à direção nacional do PSD após afirmar que teve negado o acesso à ata da convenção estadual do partido. Ele classificou a condução da legenda como uma “ditadura partidária”, denunciou perseguição política e reafirmou que continuará buscando viabilizar sua candidatura ao Senado em 2026.
PB Agora
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