Falta de sintonia no discurso dos filiados do PSC pode pôr interesses pessoais acima dos interesses coletivos
Integrante do blocão formado por PT e PP, o PSC, partido comandado na Paraíba pelo ex-deputado federal Marcondes Gadelha, pode acabar sendo prejudicado nas eleições de 2014, tudo por conta da falta de sintonia entre os filiados do partido que, ora defendem uma conjuntura, ora defendem outra.
A postura individual de cada filiado, no entanto, pode por os interesses coletivos em segundo plano e pôr em xeque as composições para o próximo pleito, tanto na disputa majoritária, quanto na proporcional.
O primeiro a emitir um posicionamento foi o deputado estadual Carlos Batinga (PSC) que, sem combinar com o partido, lançou o ex-senador Wilson Santiago como candidato ao Governo do Estado em 2014. A declaração chegou a ser rebatida pelo presidente do partido, que avisou que não havia posicionamento definido com relação a disputa majoritária.
Agora, foi o filho do presidente da legenda, o deputado federal Leonardo Gadelha que emitiu uma declaração que colide com o posicionamento de colega de partido, Carlos Batinga e também com o posicionamento do próprio pai. Em release encaminhado à imprensa, Léo Gadelha afirma que o nome de Veneziano (PMDB) para o Governo do Estado em 2014 conta a simpatia do PSC.
“Se nós queremos solucionar os problemas da Paraíba teremos que agregar todas as forças políticas, principalmente aquelas com as quais nós temos ligações históricas, como é caso do PMDB. O nome que está posto pelo PMDB, de Veneziano Vital do Rêgo, conta com a simpatia do Partido Social Cristão”, afirmou o parlamentar.
Em maio deste ano, em entrevista a imprensa sousense, Marcondes Gadelha descartou a composição hoje defendida pelo filho Leo Gadelha ao declarar que ‘acredita que o PMDB acabará se rendendo e apoiando o candidato lançado pelo o bloco oposicionista comandado pelo o Ministro das Cidades, Agnaldo Ribeiro’
"O pleito eleitoral do ano passado mostrou uma ascensão do PT, com a vitória de Luciano Cartaxo, e uma queda do PMDB com a derrota de Veneziano em Campina Grande.", avaliou Marcondes, que à época ainda defendeu o nome do ex-prefeito Luciano Agra como candidato ao Governo da Paraíba em 2014.
Declarou o dirigente do PSC na Paraíba: "Agra mostrou que é muito forte em João Pessoa e tem uma sintonia muito afinada com segmentos oposicionistas do estado".
As possibilidades de apoio foram lançadas e apenas em 2014 a Paraíba saberá qual dos filiados do PSC teve o maior poder de persuasão para emplacar seu candidato como o postulante de todo o partido e não apenas de um filiado.
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Márcia Dias
PB Agora
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