O deputado estadual Romero Rodrigues (PSDB) deu entrada, na tarde desta terça-feira (17), no requerimento solicitando a realização de uma audiência pública para debater a questão dos suplentes do concurso público da Policia Militar e Corpo de Bombeiros da Paraíba.

A matéria entra na pauta de amanhã na Assembléia Legislativa, a partir das 15 horas. “Eles estão aptos a serem chamados por este Governo, a minha proposta atende as reivindicações dos aprovados e classificados no concurso da PM, que teve as provas subjetivas realizadas em 2008. Conto com a aprovação de todos os parlamentares, até mesmo dos deputados estaduais da bancada que apoia o governador José Maranhão”.

Para o deputado estadual Dr. Verissinho (PMDB), o requerimento atende a interesse do povo paraibano, mas destacou que a nomeação dos candidatos pressupõe uma despesa excedente no orçamento do Poder Executivo.

Apesar disso, concorda com a realização de um debate público, com a intermediação do Poder Legislativo, para discutir a questão. “É importante a realização de uma reunião que confronte as duas partes interessadas no assunto: governo e aprovados no concurso”.

Na tentativa de chamar a atenção dos parlamentares, uma comitiva de 80, dos 365 aprovados que ficaram em condição de suplentes, lotou as galerias do plenário Deputado José Mariz. Eles estão reinvidicando o cumprimento de cláusula prevista no edital do concurso realizado em 2008 que dispõe que o dobro do número de candidatos aprovado seja convocado para participar da segunda etapa – exame físico, psicológico e de saúde.

Além disso, os primeiros mil que já foram convocados já estão participando do Curso de Formação de Soldado (CFSD). “O nosso objetivo aqui na Assembléia é que ela sirva como uma ponte que nos liga ao Governo. Não temos sido recebidos no Palácio da Redenção e ainda aguardamos uma resposta do comandante da Polícia Militar, Coronel Carvalho prometida para a última sexta-feira”, conta o líder do movimento, André Bezerra.

Ele discorda da justificativa de que o pedido de nomeações não possa ser atendido por causa de possíveis impactos no orçamento estadual. “Existe dinheiro em caixa, até porque a gestão anterior pretendia nomear os 365 aprovados”.

André sugere também que estes candidatos sejam admitidos no curso do CFSD, pois ele serve como critério para admissão dos cargos públicos. Os alunos do curso recebem uma bolsa mensal de um salário mínimo (R$ 465). Aprovado na 543º colocação do 5º BPM, lamenta que apesar de classificado não esteja tendo a oportunidade de ser convocado. “O sentimento que tenho é de frustração por ter sido aprovado em um concurso e continuar desempregado, Além disso, ser militar é um sonho de vida”, finalizou.

 

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