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Como será a nova Polícia de Ricardo? – Parte 1

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Tenho recebido algumas observações por telefonemas, twitter, e-mails, etc, especialmente afeitas à Polícia Militar, desde que esta coluna relacionou nesta quarta-feira, uma lista contendo os prováveis ocupantes de pelo menos 45 cargos no futuro secretariado do governador eleito Ricardo Coutinho (PSB), nos 1º, 2º, e 3º escalões da administração estadual.

No tocante à Casa Militar

Apostas feitas dentro da própria caserna, dentro dos quartéis da Corporação, indicam o nome do major Marcus, que é cunhado do governador eleito Ricardo Coutinho, como provável ocupante do cargo de secretário-chefe do Gabinete Militar. Ele o acompanhou na Assessoria Militar, quando da passagem do contraparente socialista pela Prefeitura Municipal de João Pessoa.

Cargo de total confiança

Logicamente, é de se imaginar que ele tenha plenas condições de ser alçado à condição de Chefe da Casa Militar. Como militar, o major Marcus está apto a exercer a função de extrema confiança do mandatário-mor do Poder Executivo Estadual e também não há óbices jurídicos em sua ficha de serviços prestados ou prontuário junto ao Comando Geral da PM.

Outra alternativa viável

Corre por fora, o coronel Washington França, atual corregedor-geral da PM (que tem em seu favor o peso político de sua esposa, Sônia Germano, ex-vereadora da Câmara Municipal de João Pessoa e ex-coordenadora do Projeto Cooperar, no Governo de Ronaldo Cunha Lima, de 1991 a 1993).

DNA dos Cunha Lima

Isto, sem falar que o coronel Washington já foi ajudante-de-ordens do próprio ex-governador Ronaldo, quando ainda era apenas capitão, no início da sua carreira de oficial, também dedicada ao cargo de vice-diretor do Centro de Ensino de Mangabeira e coordenador do Proerd (Programa de Erradicação às Drogas).

Comando da Corporação

A tese de convocação de um general do Exército Brasileiro – conforme chegou a ser ventilada aqui neste espaço – não encontra respaldo jurídico, pois, vejamos o que dispõe o artigo 48 da Constituição do Estado da Paraíba, em vigor desde 5 de outubro de 1989:

Legislação veda Exército

Art. 48 – A Polícia Militar da Paraíba é instituição permanente, força auxiliar e reserva do Exército, organizada com base na hierarquia e na disciplina, cabendo-lhe executar:
(…)
Parágrafo único – A Polícia Militar será comandada por oficial da ativa da corporação, ocupante do último posto (coronel), com título e posicionamento de Secretário de Estado, obedecido o disposto na legislação federal.

Verde-oliva é passado

Dessa forma, hoje em dia torna-se inteiramente impensável haver a convocação de um oficial do EB para comandar a PM/PB, como já aconteceu antes da Constituição de 1989, quando o ex-governador (já falecido) Tarcísio de Miranda Burity (PMDB), convocou os serviços dos coronéis Marden Alves da Costa, Geraldo Navarro e Severino Talião de Almeida, todos ligados à farda verde-oliva para assumirem – sucessivamente – importantes papéis de comando nas policiais civil e militar.

O favorito da caserna

Sendo assim, a maior cotação da torcida interna é para o coronel Fernando Antônio Fernandes Beltrão (na foto acima, à direita, de quepe), que já exerceu com desempenho reconhecido pelos seus oficiais superiores, os cargos de comandante do 5º BPM, sediado no conjunto Valentina de Figueiredo e de sub-Comandante Geral da PM, no Governo Cássio Cunha Lima (PSDB).

Know-how pesa a favor

O que justificaria a homologação do nome dele? A experiência administrativa (foi diretor de Apoio Logístico, coordenador-geral do Estado Maior Estratégico) e a experiência operacional (que é indispensável para um policial combatente), além de ser um dos mais antigos coronéis ainda em serviço ativo na corporação.

Forte tradição familiar

Porém, não estão descartados nesta disputa interna os também coronéis Fernando Antônio Soares Chaves (na foto acima, à esquerda, de quepe), que foi comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar, em Cajazeiras (quando chegou a prender e algemar o então candidato a deputado estadual Jeová Campos, do PT, no 1º turno das eleições 2006) e ex-Assessor Militar da Assembléia Legislativa, na gestão do então presidente Inaldo Leitão (atual aliado do governador José Maranhão, do PMDB), além de Euller Pio Chaves.

Parlamentar petista é contra

A única coisa que pesa contra os dois é a influência política exercida junto a Ricardo Coutinho pelo deputado federal reeleito Luiz Couto (PT, na foto acima, à direita, de gravata e paletó), arqui-inimigo do coronel Kelson de Assis Chaves (ex-comandante-geral da PM no Governo Cássio Cunha Lima 2, na foto acima, à esquerda, armado de fuzil com mira telescópica).

Apoio da tropa conta muito

Kelson é – respectivamente – primo e irmão dos dois oficiais anteriormente citados. Além disso, falta experiência operacional (no caso específico do coronel Euller, que nunca exerceu um comando de batalhão ou unidade similar, achando melhor se dedicar aos cursos de formação e aperfeiçoamento profissional).

Trio vai às semifinais

Finalmente, chegamos à seguinte conclusão, após examinar detidamente as apostas que estão surgindo – desde então – de Cabedelo à Cachoeira dos Índios. Ou seja: a preço de hoje, os coronéis Beltrão, Washington e Chaves (são os três escolhidos entre todos esses homens, para serem nomeados Comandante Geral, Subcomandante Geral e Chefe do Estado Maior Estratégico, só não se sabe em qual ordem).

Titular da Segurança decidirá

Mas, ainda cabe uma ressalva, nessa nossa reflexão, baseada em inúmeros depoimentos colhidos ao longo das últimas horas junto a vários oficiais de alta patente (tanto da reserva, quanto da ativa): a escolha do futuro secretário da Segurança Pública e Defesa Social pode influenciar bastante na escolha do novo Comandante Geral.

Solução vinda de fora

Nesse aspecto, ainda está em plena validade a hipótese de ser indicado como substituto do Dr. Gustavo Ferraz Gominho outro delegado advindo dos quadros do Departamento de Polícia Federal, indicado pela própria presidente eleita da República, Dilma Roussef (PT) ou até mesmo pelo governador reeleito do vizinho Estado de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB, mesmo partido de Coutinho).

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