A presidente estadual do PT da Paraíba, deputada Cida Ramos, endureceu o discurso nesta terça-feira (2), em entrevista que repercutiu no programa Arapuan Verdade, ao comentar as denúncias envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e as autoridades que tiveram seus nomes relacionados ao caso do Banco Master.
Cida defendeu que os ministros citados nas investigações sejam submetidos a processo de impeachment e afirmou que o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, também deve sofrer consequências diante das acusações e informações que vieram a público sobre sua relação com Vorcaro.
“Se condena o Vorcaro e pede que os ministros citados sejam impedidos e que o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, também sofra punições. Não é preciso discutir, é preciso o impeachment dos dois, mas a renúncia também de Flávio Bolsonaro, que está envolvido em todo esse processo”, declarou.
A petista fez referência às denúncias que atingem diferentes personagens políticos e integrantes do Judiciário, defendendo que eventuais responsabilidades sejam apuradas sem distinção partidária.
Para Cida Ramos, não basta concentrar as cobranças sobre apenas uma parte dos envolvidos. Na avaliação da dirigente petista, políticos e autoridades eventualmente implicados no caso precisam responder pelos seus atos e estar sujeitos às mesmas consequências.
A fala de Cida ocorre em meio ao aumento da pressão política sobre Flávio Bolsonaro, que disputa espaço no campo da direita na corrida presidencial de 2026.
O senador admitiu ter mantido contato com Daniel Vorcaro e confirmou tratativas relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro. Inclusive, ontem, a revista Piauí trouxe novos desdobramentos mostrando que Vorcaro teria feito outro repasse milionário para o filme após cobrança de Flávio.
Flávio nega irregularidades e sustenta que as tratativas ocorreram no âmbito de uma relação meramente privada.
Cida, que é candidata à reeleição para a Assembleia Legislativa da Paraíba, já vem adotando uma postura de forte oposição ao grupo político de Flávio Bolsonaro no Estado. Em março, o PT da Paraíba, sob sua presidência, acionou o Tribunal Regional Eleitoral contra o que classificou como antecipação de campanha presidencial de Flávio Bolsonaro na Paraíba.
Redação
