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Cícero muda o enfoque, admite prática do voto cruzado, mas alerta para prejuízo às chapas: “Não contribui em nada”

Foto: Reprodução das Redes Sociais / @cicerolucena

O pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), voltou a comentar nesta terça-feira (28) o fenômeno do voto cruzado nas eleições. Embora tenha sido um dos primeiros políticos paraibanos a reconhecer que a prática será uma realidade no pleito de 2026, o emedebista afirmou que, na sua avaliação, esse tipo de voto acaba enfraquecendo os projetos políticos e defendeu a importância da unidade das chapas.

A declaração foi feita durante entrevista à rádio FM 100,5, ao ser questionado sobre o apoio de aliados a candidatos que integram grupos adversários.

Para defender seu ponto de vista, Cícero relembrou a eleição de 1994, quando disputou o Governo da Paraíba, e atribuiu o desempenho do grupo à fidelidade entre os integrantes da chapa.

“Com certeza. Eu participei de eleição, quando era governador, em 1994, em que o slogan era ‘No dia 3, vote nos três’. Naquela oportunidade elegemos os dois senadores, o governador, oito dos doze deputados federais e vinte e sete dos trinta e seis deputados estaduais, tudo pela unidade da chapa”, afirmou.

Na avaliação do pré-candidato, o sistema eleitoral atual favorece o voto cruzado e amplia as possibilidades de escolha do eleitor. No entanto, ele ponderou que essa dinâmica não contribui para o fortalecimento dos partidos nem para a consolidação dos projetos políticos.

“Infelizmente, esse voto cruzado pode até criar mais alternativas para o eleitor, mas, como consolidação partidária, isso não contribui em nada”, declarou.

A fala muda um pouco o enfoque que Cícero já vinha adotando ao longo das articulações para 2026. Em declarações anteriores, o prefeito de João Pessoa reconheceu que o voto cruzado deve ocorrer no próximo pleito e chegou a afirmar que ignorar essa realidade seria “fechar os olhos” para o cenário político. Agora, porém, acrescenta uma avaliação sobre os efeitos da prática, defendendo que a unidade em torno de uma chapa fortalece o desempenho eleitoral e a representação política.

Questionado sobre prefeitos do próprio MDB que estariam apoiando pré-candidatos de chapas adversárias, Cícero evitou anunciar qualquer tipo de medida contra os aliados. Segundo ele, muitos desses compromissos foram assumidos há bastante tempo e precisam ser respeitados.

“Nessas alturas já há compromissos assumidos há bastante tempo. Eu vou continuar na minha caminhada, porque quem decide a eleição é o eleitor”, concluiu.

PB Agora

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