Alegando falta de espaço no PMDB, o recém integrado ao novo Partido Solidariedade, o deputado federal Benjamin Maranhão, revelou durante entrevista, que esteve neste domingo (29) ao lado de sua mãe a prefeita de Araruna Wilma Maranhão (PMDB), na residência do seu tio o ex-governador José Maranhão (PMDB), onde na ocasião anunciou a pretensão de deixar o PMDB e ingressar nas fileiras do Solidariedade.
“O que ele me diz todas as vezes que conversamos é que ele não é candidato a deputado federal, não acredito que seja candidato e isso não vai somar nada na trajetória politica de Maranhão, eu fui lá não só para tratar de política, mas tratar de uma coisa fundamental que é a relação familiar, quero deixar bem claro”, contou.

Quando questionado se caso o seu tio concretize a pretensão de disputar uma cadeira na Câmara Federal no próximo ano, se caberia espaço para os dois, a estratégia foi evitar um confronto com o seu principal padrinho e responsável por seu mandato.
“Essa é uma questão que cabe ao governador Zé Maranhão, não vou discutir isso e estou colocando um ponto final nas questões do PMDB, não vou tratar o que é bom ou que é ruim para o PMDB, por que a conversa vai ser agora em nível partidário”,
Admitindo que estava escanteado no PMDB e se sentindo diminuindo no âmbito partidário, ‘Benjinha’ revelou gratidão pelo tio e principal padrinho político.

“Em relação a Maranhão, tenho o maior respeito, a admiração continua da mesma forma e jamais saindo do PMDB eu estaria culpando Zé Maranhão ou acusações falsas a ele”, desabafou, acrescentando que: “Minha relação familiar nunca esteve estremecida. O que estava acontecendo era um problema político. Vou defender Maranhão sempre, apesar de acreditar que muitos que estão no PMDB não farão o mesmo", destacou ‘Benjinha’.
O deputado também revelou que a sua mãe Wilma Maranhão não deixará o PMDB: “Ela é fundadora do partido e não deve dar esse gosto a ninguém”, desabafou.

VENÉ: O novo comandante do Solidariedade na Paraíba, admitiu um distanciamento do grupo Vital: “Faz um ano que não vejo Veneziano, nós só nos falamos por telefone. Quem tem que agregar forças é o candidato da legenda e eu não tenho visto isso, ele não me procura e eu tenho me sentido desprestigiado. Cansei de confusão”, desabafou o deputado.

VOTO PARA GOVERNADOR: Benjamin Maranhão não quis antecipar o voto na disputa governamental no próximo, porém disse estar aberto ao diálogo.

“Vou votar para governador onde minha base indicar, não tenho restrições a ninguém nem a Veneziano, tive esse problema de falta de comunicação com ele, não foi um atrito direto e estou orando para que Vitalzinho se torne ministro”, afirmou.

Tais explicações de Benjamin, evidenciam uma grande contradição, com negativas de rompimento familiar, afinamento político com o tio e sintonia com família Vital, novas contradições estão sendo aguardadas, bem como, um novo argumento a ser apresentado por Benjamin para justificar sua saída do PMDB, e uma consquente adesão política, a final de contas se estivesse tudo bem, o Soidariedade jamais teria aparecido em seu caminho, situação bem ilustrada num pensamento de Oscar Wilde: "Cada um de nós tem um céu e um inferno dentro de si!"

Henrique Lima

PB Agora

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