O senador e pré-candidato ao governo da Paraíba, Efraim Filho (PL), afirmou nessa quarta-feira (10) que não vê propaganda eleitoral antecipada no episódio ocorrido durante o show do cantor Wesley Safadão no Maior São João do Mundo, em Campina Grande. A declaração foi dada após o Ministério Público Eleitoral (MPE) ajuizar ação contra ele, o artista e o prefeito Bruno Cunha Lima, por suposta conduta vedada e determinar que a Meta retire o vídeo das plataformas.
Durante a apresentação, Safadão fez o gesto do “foguete”, associado ao parlamentar, que respondeu com a mesma simbologia. Para o MPE, o ato configuraria propaganda antecipada. Efraim, no entanto, negou qualquer irregularidade:
“Muito tranquilo porque, sinceramente, ali eu não consegui identificar meu nome, eu não subi ao palco, não foi pedido voto. (…) Acredito que a justiça eleitoral, quando analisar o caso, vai entender que ali não há qualquer pedido de voto, qualquer conduta vedada.”
O senador comparou o episódio com outros casos recentes, citando o governador Lucas Ribeiro que segundo ele em evento oficial do Governo Federal teria pedido ao público para fazer o gesto dos “dois Ls”, em referência a Lucas e Lula. Segundo Efraim, o episódio não gerou representação do Ministério Público.
Ele também relembrou o carnaval do Rio de Janeiro e disse que houve apologia ao PT e ao ex-presidente Lula com recursos públicos:
“Talvez propaganda antecipada foi o carnaval do Rio, aí sim com dinheiro público fazendo apologia a Lula e ao hino do PT” questionou.
PB Agora
