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Após polêmica, presidente do Via Folia diz que desabafo contra artistas anti-Bolsonaro foi pessoal

O empresário Francinaldo Bandeira, presidente da Associação Via Folia, responsável pela organização do circuito de pré-carnaval na Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa, afirmou que suas declarações recentes sobre artistas contrários ao bolsonarismo foram um desabafo pessoal e não representam restrições a contratações ou à participação de blocos carnavalescos por motivação política.

Em entrevista à Pop FM, nesta terça-feira (27), Francinaldo procurou esclarecer a repercussão do vídeo publicado nas redes sociais, no qual anunciou que não pretendia mais trabalhar com artistas identificados com posições contrárias ao bolsonarismo. Segundo ele, a manifestação foi motivada por situações que considera constrangedoras, após anos de brincadeiras e provocações relacionadas às suas convicções políticas.

“Durante oito anos eu tentei diálogo, eu tentei ideias, eu tentei tudo, mas isso sempre foi levado na brincadeira, muito na chacota”, declarou.

O empresário afirmou que não pretende mais aceitar provocações e disse que sua intenção foi se dirigir a pessoas com quem mantém relações pessoais e profissionais. Ele também explicou que não se considera propriamente bolsonarista, embora concorde com posicionamentos defendidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu não sou bolsonarista. Eu sou a pessoa que acompanha o que Bolsonaro chamou a atenção lá atrás e acredito que as informações que eles pediram para a gente ver, a gente observou que realmente ele tem razão em muita coisa”, afirmou.

Empresário garante que não haverá restrições na Via Folia

Um dos principais pontos da entrevista foi a tentativa de separar suas opiniões pessoais da atuação à frente da Via Folia. Francinaldo assegurou que não interfere nas escolhas políticas dos blocos e que a organização do circuito tem como objetivo garantir a estrutura necessária para que todos possam desfilar.

“Os blocos fazem o que eles quiserem, usam a roupa que eles querem, as cores que eles quiserem, vão pela ideologia que eles querem. Eu cuido da avenida para que esses blocos desçam”, explicou.

O empresário reforçou que não pretende utilizar a estrutura da entidade para favorecer ou prejudicar grupos em razão de suas posições políticas. Segundo ele, o compromisso é manter a avenida organizada e preparada para receber os foliões, independentemente de suas preferências ideológicas.

“Eu quero deixar a Via bonita, organizada, limpa, bem estruturada para toda a família de João Pessoa querer ir, se ela quer ser do PT, se é de esquerda, de direita, preta, azul, é problema deles”, declarou.

Francinaldo também citou os artistas Fuba e Lins Albuquerque como exemplos de profissionais com quem mantém uma relação respeitosa, apesar das diferenças de posicionamento político. Segundo ele, os diálogos com ambos ocorrem sem provocações pessoais.

Repercussão após declaração sobre artistas

A entrevista ocorreu após a repercussão do vídeo em que o empresário afirmou que não pretendia mais contratar artistas contrários ao bolsonarismo. Na ocasião, ele também estendeu o posicionamento a empresários e outras pessoas com visões políticas divergentes.

Na nova manifestação, Francinaldo afirmou que não deseja transformar divergências ideológicas em conflitos profissionais e contestou a interpretação de que suas declarações poderiam representar uma política de exclusão na organização do pré-carnaval de João Pessoa.

Ele ressaltou ainda que, durante sua atuação na Via Folia, procurou atender às necessidades dos blocos e cumprir os compromissos relacionados à estrutura do evento, independentemente das posições políticas dos envolvidos.

Ao final, o empresário reiterou que espera respeito às suas convicções e que não pretende permanecer em discussões que considere ofensivas. Afirmou, por outro lado, que está disposto a dialogar com pessoas que tenham opiniões diferentes, desde que a conversa ocorra de maneira respeitosa.

PB Agora

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