O deputado estadual e pré-candidato ao Senado, André Gadelha, admitiu nesta terça-feira (26) certo desconforto com as movimentações de aliados ligados ao grupo do prefeito Cícero Lucena em favor do nome do ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley, para a composição da chapa majoritária ao Senado em 2026.
Apesar do incômodo, André afirmou que permanece alinhado ao projeto político liderado por Cícero e pelo senador Veneziano Vital do Rêgo e destacou que aceitou disputar a vaga ao Senado pensando na consolidação do grupo político.
“Às vezes a gente fica sentido. Porque nós aceitamos o projeto, nós aceitamos o trabalho que será feito pelo novo governador Cícero Lucena, porque acredito no projeto. Eu aceitei o convite de Veneziano de fazer parte da majoritária e eu não pensei em André, eu pensei no grupo”, declarou.
Durante a entrevista, o parlamentar afirmou que abriu mão de projetos pessoais e familiares para integrar a composição majoritária do MDB. Segundo ele, a decisão foi tomada em nome de um projeto político coletivo.
“Eu poderia ter colocado o meu filho para ser deputado estadual. Eu abri mão de tudo isso por um projeto de governança”, disse.
André Gadelha também voltou a defender o modelo administrativo implantado por Cícero em João Pessoa e afirmou acreditar que a experiência pode ser ampliada para todo o estado caso o prefeito dispute o Governo da Paraíba em 2026.
Ao comentar os bastidores da disputa eleitoral, o deputado criticou práticas que classificou como pressão financeira sobre lideranças políticas do interior e mencionou o uso de emendas como instrumento de influência política.
Mesmo reconhecendo que entrou posteriormente na corrida pelo Senado, André afirmou confiar na receptividade popular ao seu nome durante as visitas realizadas pelo estado.
Questionado sobre a possibilidade de Cícero Lucena apoiar Nabor Wanderley para o Senado, André minimizou a hipótese e afirmou que o prefeito da Capital tem reiterado apoio à sua pré-candidatura dentro do MDB.
O parlamentar ainda destacou o papel do vice-prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra, nas articulações políticas do grupo para as eleições de 2026.
Redação