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“Análoga à escravidão”, diz deputado paraibano sobre MP de Bolsonaro que altera a legislação trabalhista

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O deputado federal Frei Anastácio e toda bancada do Partido dos Trabalhadores votaram contra a Medida Provisória 1045, do governo federal, que faz mudanças profundas na Legislação trabalhista, com prejuízos  para os trabalhadores, e para jovens de 18 a 29 anos. “Essa MP de Bolsonaro transforma os jovens em escravos no mercado de trabalho brasileiro”, disse Frei Anastácio.

Frei Anastácio explicou que o governo acaba com o Seguro Desemprego, FGTS, Décimo Terceiro Salário, terço de férias e hora extra para os jovens. “E tudo isso está sendo feito, com o pretexto de que vai gerar mais emprego no mercado. Isso vai colocar os jovens em situação análoga à escravidão”, alertou.

O parlamentar também advertiu que “como a mão de obra será muito barata, as empresas vão também demitir os que estão trabalhando no sistema atual, para chamar essa nova força de trabalho quase de graça. Isso é vergonhoso. É essa a política do governo Bolsonaro. Um massacre à classe trabalhadora. Um regime de escravidão”, afirmou.

Bloqueio do acesso à justiça

O congressista denuncia ainda que as maldades de Bolsonaro também atingem pessoas acima de 50 anos e, entre outros ataques, dificulta o acesso das pessoas à justiça gratuita. “Com essa minirreforma trabalhista, uma pessoa só terá acesso à justiça gratuita se comprovar que ganha meio salário mínimo por mês, ou renda familiar mensal de até três salários mínimos”, explicou.

Frei Anastácio relata que esse limite tão baixo de renda, é uma forma usada pelo governo, para evitar que as pessoas entrem na justiça contra as empresas. “As pessoas terão medo, porque se perderem a causa, pagarão custas judiciais e arcarão com os honorários dos advogados da outra parte. Bolsonaro é, sem dúvidas, o governo das elites e não está preocupado com o povo nem com a classe trabalhadora”, afirmou.

Redação

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