Por Eliabe Castor
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O processo para a escolha de um vice em qualquer das três esfera do poder Executivo exige diálogo, paciência, e claro: alguém que comungue ideais políticos, administrativos e ideológicos similares com o futuro chefe do cargo. Outro importante aspecto está no poder de aglutinar votos para a chapa majoritária.

Também é de suma importância para aquele ou aquela observar as possibilidades do vice não se rebelar ao longo da gestão e provocar um cisma, causando dissabores e desgastes para quem for eleito presidente da República, governador ou prefeito.

E nessa costura que precisa ser forte, outros componentes estão cravados nas escolhas, pois “Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”, como bem disse o ex-governador de Minas Gerais, Magalhães Pinto, que governou aquele Estado nos idos da década de 60.

E nesses contornos, o governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), que buscará a reeleição em 2022, terá pelo menos sete nomes fortes que frequentemente são lembrados para a vice-governadoria. São eles: Adriano Galdino (PSB), presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e que migrará para o Avante. Capaz de fortalecer a chapa majoritária, possui forte capilaridade eleitoral no entorno de Campina Grande.

Felipe Leitão (Avante), que atualmente é secretário de Desenvolvimento Social da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), estando licenciado da vice-presidência da (ALPB). Vindo de uma família de políticos, cujo pai, Mikika Leitão é vereador em João Pessoa e o tio, Inaldo Leitão, ex-deputado federal e liderança política no Sertão, pode abrir caminhos para Azevêdo.

Eduardo Carneiro (PRTB), deputado estadual, ex-vereador de João Pessoa, tem forte influência política no Vale do Mamanguape e na capital. Tem respaldo no governo de Azevêdo. Seu irmão, Fábio Carneiro, é titular da pasta de Desenvolvimento Urbano da PMJP, uma indicação do próprio parlamentar para compor a equipe do prefeito Cícero Lucena (PP).

Primeira suplente de deputada federal (Podemos), Ana Cláudia Vital do Rêgo, esposa do senador Veneziano Vital do Rêgo, é uma liderança política em Campina Grande e cidades circunvizinhas. Ela é uma das mais cotadas, devido ao grau de aproximação política do seu marido com o governador João Azevêdo.

O deputado estadual Wilson Filho é outro no páreo. Filiado ao PTB e filho do deputado federal Wilson Santiago, da mesma sigla, tem seu reduto eleitoral no Sertão Paraibano, embora tenha sido votado em praticamente todas as regiões da Paraíba no último pleito.

Filho da vice-governadora, Lígia Feliciano (PDT) e do deputado federal Damião Feliciano, da mesma sigla, Gustavo Feliciano é secretário de Turismo da Paraíba. Pessoa de confiança de Azevêdo, a família tem forte penetração em todo o compartimento da Borborema.

Outro que pode ser encaixado nessa disputa é o deputado federal Efraim Morais (Democratas). Filho do ex-senador Efraim Morais, também do DEM, busca uma vaga no Senado. Mas há uma possibilidade de declinar da ideia e buscar a vice-governadoria da Paraíba.

Por fim, outros nomes surgirão, mas são esses os que, em dias atuais, são lembrados pelas lideranças políticas do estado.

Por Eliabe Castor