Por pbagora.com.br

Nos círculos políticos e jornalísticos tem-se questionado até onde poderá ir a demolidora Operação Calvário, que já pôs atrás das grades várias autoridades de peso na Paraíba.

Os bochichos sobre a possibilidade de a Operação Calvário puxar o freio de mão têm origem nas evidências, cada vez maiores, de que, após prender o ex-governador Ricardo Coutinho, a maior liderança política do Estado, tudo indica que as próximas etapas da temida Calvário possam afetar autoridades de peso encasteladas nos três poderes, na Paraíba e até em Brasília.

Novo discurso

Nos grupos de whatsapp por onde se veiculou, em primeira mão, sobre futuras etapas da Calvário e que se confirmaram, diz-se até que não vai demorar muito para que veículos de comunicação deem uma guinada de 360º nas suas opiniões sobre a Operação porque podem aparecer nas investigações, inclusive, com nomes de dirigentes.

No parlamento

As primeiras suspeitas de que, nas próximas etapas da Calvário, poderão aparecer outros poderes surgiram por ocasião em que a quase totalidade dos deputados estaduais votou a favor da soltura da deputada Estelizabel Bezerra, que foi presa no Júlia Maranhão, por determinação da Justiça com base nas investigações do Gaeco.

De saída, quase todo mundo fez a leitura de que o resultado desta votação denota que os senhores deputados receiam que a Polícia Federal possa amanhecer nas portas de alguns deles.

Injustiça

Pelo que se tem lido e ouvido na imprensa da Paraíba, a mais nova vítima da destruição de reputação foi o apresentador de Rádio e TV, Bruno Pereira, ex-Sistema Correio de Comunicação. O Ministério Público havia pedido a prisão preventiva de Bruno na 4ª fase da Operação Recidiva, mas a Justiça negou. Nesta sexta-feira, segundo notícias de portais, rádios e TVs, “o Ministério Público considerou que Bruno não tinha conhecimento das fraudes e o inocentou”.

Estrago

Acontece que, entre a notícia da Operação que pegaria Bruno Pereira e esta sobre o Ministério Público tê-lo inocentado, a reputação do jovem profissional, que vinha meteoricamente conquistando os mais nobre espaços na mídia, percorreu quilômetros no esgoto, em meio ao tribunal midiático e popular, que o condenou sem pena e dó. No mesmo dia da Operação, graças à queda da sua reputação, Bruno Pereira foi posto de férias na empresa que trabalhava e, exatamente no dia de Natal, recebeu oficialmente a notícia que ele e todo mundo já esperava, a demissão sumária.

E agora José?

A pergunta que fica é a seguinte: Quem vai ressarcir Bruno Pereira de tamanha injustiça, da destruição da sua reputação e da lamentável perda do seu emprego, sem falar na instabilidade de uma carreira que se apresentava bastante promissora e que ficou profundamente comprometida?

 

Wellinton Farias
PB Agora

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