A democracia, a livre expressão de opiniões, o direito ao tão propalado contraditório é regra básica para o bom convívio dos pares e ímpares. E tal premissa vale, de maneira aguda e expansiva, ao jornalismo e jornalistas. O discordar de um colega não faz de ambos inimigos, adversários; antagônicos aqui ou alhures.

E hoje discordo do colega, e grande amigo, Luis Torres. Profissional de pena requintada, moldada por um artífice qualificado e empunhada pelas mãos de um quase monge gregoriano de caligrafia impecável.

Monge esse de canto afinado e refinado, fé inabalável e sabedoria adquirida em literaturas clássicas. Muitas delas vinda do aramaico, passando pelo grego arcaico, latim, até chegar ao nosso português atual.

Diz Torres que o governador João Azevêdo, ainda filiado às hostes do PSB, é uma espécie de “todo mundo quer, mas ninguém convida”. Faz-se evidente respeitar a análise do colega, embora possa eu inverter a ordem.

João Azevêdo é alguém que todos querem, mas ele decide a sigla partidária que migrará, pois o ainda socialista é governador da Paraíba, tem grande respaldo da população, havendo respeito inconteste das lideranças partidárias do Estado.

E quando falo em lideranças, Azevêdo tem livre trânsito na bancada federal paraibana, na Assembleia Legislativa, além de ser detentor de profunda admiração pelos membros do Judiciário.

E falo sem medo de ser feliz. Digo, exponho meu ponto de vista com ou sem caneta azul, ou azul caneta. O governador da Paraíba, que é liderança, também, entre seus pares no Consórcio Nordeste, tem seu nome marcado no tinteiro da política estadual, regional e nacional.

E isso falo sem consternação, afinal, trata-se de uma realidade absoluta. Um silogismo que se baseia numa conclusão óbvia.

Luis Torres se enganou. E é natural, pois o engano, o bom engano, faz parte da vida. Eu, por exemplo, sou iludido por pensamento que julgo ser assertivo ao longo do dia, de um mês, de uma vida. Mas quando percebo que cometi um erro, busco reparar.

Não é João Azevêdo que depende de famílias tradicionais ligadas à política paraibana. Não é o governador aquele que busca coletar siglas partidárias para suas algibeiras. O chefe do Executivo paraibano é muito além, e se ainda não decidiu o caminho que percorrerá, é pelo simples fato de não ser afeito ao fisiologismo.

 

Eliabe Castor
PB Agora

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