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Aécio a FHC: Não se constrói País de gabinete na Paulista

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O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), rebateu ontem as críticas feitas na véspera pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à sua campanha em favor das prévias para definir o presidenciável tucano. “Não se constrói um projeto para o País de alguns gabinetes ou da Avenida Paulista. Se constrói caminhando pelo País. É o que eu estou me dispondo a fazer”, retrucou Aécio, que ontem completou 49 anos.

O mineiro demonstrou certa irritação com o comentário de FHC de que os pré-candidatos à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva “não podem sair pelo Brasil a fazer prévias e não trabalhar”. Aécio sugere que ele e o governador paulista, José Serra, líder nas pesquisas para as eleições de 2010, rodem juntos pelo País.

Ontem, Aécio ressalvou que as viagens devem ocorrer nos finais de semana, como parte do que chamou de “tarefa política de construção de um novo projeto para o País”.

O governador chegou a sugerir que FHC também participe desses eventos. “O presidente Fernando Henrique seria uma figura muito importante nessas viagens. No seu caso, talvez ele possa até viajar além dos finais de semana” afirmou.

Após anotar que não há divergência entre eles, Aécio disse que “talvez” o ex-presidente não tenha sido informado com clareza de sua proposta. “O que eu tenho dito é que seria importante que nos finais de semana nós pudéssemos andar pelo País. Além das nossas tarefas administrativas – e, no caso de Minas, me parece que os mineiros julgam que ela vai bem -, nós temos também responsabilidades políticas na construção de um partido, na construção de propostas.”

Ao insistir na defesa das prévias, o tucano mineiro observou que sempre ouviu de Fernando Henrique uma avaliação semelhante à sua: “As considera, nas conversas que tem tido comigo, instrumento extremamente importante para que o partido possa tomar as suas decisões.”

No final da entrevista, o governador de Minas amenizou o tom e fez elogios a Fernando Henrique. “Tenho por ele uma admiração pessoal enorme, uma amizade fraternal, o que nos permite, inclusive, em determinados momentos, discordarmos de determinados pontos de vistas.”

SERRA

Após uma cerimônia no Palácio dos Bandeirantes ontem, ao ser questionado sobre as declarações do colega de Minas, Serra fugiu de polêmica: “Não quero falar disso, não vou falar de política.” Indagado sobre a razão de não querer se pronunciar, completou: “Porque não faria outra coisa, deixaria de governar só para ficar no tititi político.”
 

 

estadao.com.br

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