Foi o poeta Zé Cavalcanti que ensinou quais as duas únicas virtudes do político. Primeiro: sempre cumprir uma palavra empenhada. Segundo: nunca empenhar palavra alguma.
Pois bem. A palavra, no sentido de compromisso, é na maioria das vezes a única arma que o político tem pra seguir em frente. Ao desacreditá-la diante da opinião pública, ele fica como quem vende produto falso assegurando originalidade.
É mais ou menos a situação em que foi flagrado hoje o vice-governador Luciano Cartaxo, cuja assinatura em documento em que garantia em 2006 compromisso “claro e cristalino” à candidatura indicado pelo PSB em 2010 cria um embaraço para o vice-governador dentro do próprio governo Maranhão III.
Assinatura falsificada ou promessa falsa? Cartaxo só tem esses dois caminhos pra se explicar.
Aliás, não há erro algum em ele defender hoje, como vice-governador, o projeto de reeleição do governador José Maranhão. Não poderia fazer diferente. O que compromete a imagem dos políticos é o fato deles continuarem fechando compromissos circunstanciais, de presente, mas que não podem ser cumpridos no futuro.
E isso não acontece somente com acordos políticos. Mas, especialmente, com promessas de campanha.
É uma banalização “clara e cristalina” da palavra. E da política.
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