Durante os últimos dois anos se atribuiu à indefinição do processo de cassação de Cássio todos os problemas da Paraíba. Então, com o resultado definitivo desse processo, quero crer, como diria o Casseta e Planeta, que “os problemas se acabaram”. É hora, portanto, de testar a coerência dos dois grupos políticos que fatiam a Paraíba, por ora.

A começar pelos ex-governistas ligados a Cássio. Eles passaram todo esse tempo dizendo, e com razão, que a oposição no Estado não tinha outra nota a não ser a cassação do governador. Para os ex-governistas, os maranhistas nada produziram que não fosse improdutivo para o povo da Paraíba. Não podem agora insistir no mesmo erro.

É chegada a hora, então, dos novos oposicionistas mostrarem com se faz um trabalho de crítica e sugestão que edifique mais a gestão atual do que comprometa ações em favor do Estado. Nada de encrencar com qualquer coisa, estimular greves, evitar a inauguração da BR-230, fazer corpo mole para liberação de recursos federais, enfim, nada de ser anti-Paraíba. É preciso que a ação de hoje, a partir de agora, se amolde ao discurso de ontem.

A grande pergunta é saber, por exemplo, se a nova oposição na Assembléia irá estimular a continuidade de improfícua guerra que emperra o crescimento da Paraíba e enche nossos ouvidos de baboseiras todos os dias ou elevar os debates da Casa em favor daquilo que realmente o paraibano e o Estado esperam. É preciso, inclusive, dar um crédito a governo que se instala. Ora, se Maranhão tinha guardada por dois anos a fórmula para acabar com os problemas do Estado é preciso que deixem que ele use.

Porque os novos governistas também serão cobrados pelas palavras que proferiram neste últimos dois anos. Os maranhistas ganharam o que queriam. Agora, têm a obrigação de convencer que estavam certos quando cobravam o governo para Maranhão. Nada de deixar obras inacabadas, nada de pagar servidores com empréstimos, nada de permitir a violência no final de semana, nada de encher o governo sem concursados.

Nada da fazer tudo o que acusavam do governo que saiu. Chegou a hora de mostrar coerência. E de ambos os lados. Porque não há mais indefinição para culpar.

 

Essa é real – Pelo menos em uma proposta do governo Maranhão III até os cassistas concordam: a revisão do contrato com o Banco Real. A instituição nunca foi exemplo de bons serviços, dizem os servidores.

Homenagem – Em plena festa de abertura, o deputado Ricardo Barbosa dedicou o Carnaval de Cajazeiras ao ex-governador Cássio Cunha Lima, que antes de sair deixou R$ 200 mil para o evento.

Homenagem II – Para não melindrar o governador José Maranhão, que prestigiou o evento, o prefeito Léo Abreu (PSB) deu o troco e dedicou o Carnaval de Cajazeiras a Ricardo Barbosa. Ninguém ficou com raiva de ninguém.

Barbosa fica – Por falar em Ricardo Barbosa, o deputado permanecerá na Assembléia em razão dos 120 dias de licença que serão tirados pelo deputado Ruy Carneiro.

Jornalismo de primeira – A rádio Arapuan FM deu show de cobertura na visita do prefeito Ricardo Coutinho (PSB) e do governador José Maranhão (PMDB) no Carnaval de Cajazeiras, transmitindo entrevistas coletivas de ambos para todo o Estado.

Paulinos sem prestígio – Comentário de um leitor sobre a situação de Maranhão e Raniere Paulino. “A relação de Maranhão com Roberto Paulino já não é mais a mesma. Preterido para algum cargo de primeiro escalão, Paulino anda com o prestígio em baixa no MaranhãoIII. Vala lembrar que quando da passagem da Caravana da Reconstrução por Guarabira, o baixinho chegou, depois de 1h e 20min. de atraso, e Fátima e Roberto não estavam lá aguardando, não participaram, mandaram o menino, o deputado Raniery. Agora, Maranhão deu o troco”.

 

 

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