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A convenção governista e suas nuances

A convenção que reuniu PP, Republicanos e PSB, no feriado de 5 de Agosto, transformou o Centro de Convenções em palco de uma grande demonstração de força política. O evento reuniu milhares de pessoas, lotou as áreas interna e externa e reforçou o discurso de unidade da chapa governista, embora tenha deixado algumas perguntas sem resposta.

Pedido de Nabor

No discurso, Nabor Wanderley fez um apelo direto ao eleitorado: pediu que quem tivesse apenas um voto votasse em João Azevêdo para o Senado e, quem tivesse dois, destinasse o segundo a ele. O republicano ainda rasgou elogios aos companheiros de chapa, reforçando o discurso de união.

Dois Ribeiros na chapa

Um dos momentos curiosos envolveu Daniella Ribeiro. Ela revelou que Aguinaldo Ribeiro defendia que não houvesse dois “Ribeiros” na mesma chapa, mas contou que foi convencida pelo grupo político e aceitou disputar como suplente de Nabor Wanderley.

Momento de emoção

O ponto alto da convenção aconteceu quando Lucas Ribeiro se ajoelhou durante o evento, gesto que emocionou o público e arrancou aplausos. A cena rapidamente ganhou repercussão entre os presentes.

Parceiro de Brasília

Um detalhe do discurso de Lucas Ribeiro chamou atenção. Ao afirmar que a Paraíba tem um presidente “um grande parceiro”, a expectativa, ao menos desta colunista, era de uma referência ao presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, cuja ausência foi um dos assuntos da convenção. Mas Lucas seguiu outro caminho: fez questão de exaltar o presidente Lula, atribuindo ao chefe do Palácio do Planalto a parceria com o Estado. Um gesto político que não passou despercebido e reforçou o alinhamento do grupo com o governo federal.

Poucos discursos

Apenas quatro lideranças discursaram: Lucas Ribeiro, João Azevêdo, Nabor Wanderley e Daniella Ribeiro. Curiosamente, quem falou por mais tempo foi Daniella. Já João, na avaliação desta colunista, fez o discurso mais vibrante e empolgante da convenção.

Ausências chamaram mais atenção

Entre tantas lideranças presentes, as ausências do presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, e do deputado Murilo Galdino, ambos do Republicanos, foram um dos assuntos mais comentados nos bastidores. Adriano era apontado como um dos nomes cotados para compor a vaga de vice, o que aumentou ainda mais as especulações.

Mistério continua

Apesar da grande expectativa, o evento terminou sem o anúncio do candidato a vice-governador nem dos suplentes de João Azevêdo para o Senado. As definições ficaram para outro momento e o mistério segue alimentando as conversas de bastidores.

Em tempo

Não custa lembrar que a possibilidade de Adriana Galdino surgir como eventual substituta do pai em uma disputa eleitoral da ALPB nunca foi novidade. Ainda no ano passado, Adriano Galdino admitiu publicamente essa possibilidade e explicou o motivo com franqueza: disse que, por viver da política desde que deixou o Banco do Brasil, precisaria preservar um “pilar político” caso disputasse um cargo majoritário, considerado de risco. Na ocasião, ressaltou que a ideia ainda estava no campo da especulação, mas deixou claro que via a filha como uma alternativa natural.


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