A Polícia Civil da Paraíba instaurou, na quarta-feira (27), um inquérito para apurar denúncias de assédio sexual envolvendo alunas da Escola Estadual Nestorina Abrantes, localizada no município de Lastro, no Alto Sertão do estado. Pelo menos dez estudantes relataram ter sido vítimas ao longo de mais de um ano, sendo sete delas menores de idade.
Os relatos apontam dois suspeitos: um comerciante que trabalhava nas proximidades da escola e o vigilante da própria unidade de ensino.
O comerciante é acusado de abordagens fora do ambiente escolar. A mãe de uma das vítimas relatou que sua filha foi assediada duas vezes, incluindo um episódio em frente ao bar do suspeito.
Já em relação ao vigilante, as alunas denunciaram o assédio diretamente à direção da escola. O colaborador foi afastado de imediato, segundo o diretor Vanilson Pinto.
A defesa do comerciante declarou que seu cliente é inocente e ressaltou que ele atua há mais de 20 anos no comércio sem registros de ilícitos.
A Secretaria de Estado da Educação da Paraíba informou que tomou conhecimento do caso na terça-feira (26) e que a gestão escolar encaminhou as denúncias ao Conselho Tutelar. As aulas seguem normalmente.
A Polícia Civil confirmou que vítimas, familiares, professores e integrantes da gestão escolar serão ouvidos nos próximos dias. Até o momento, nenhum dos suspeitos foi preso. O inquérito busca esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.
PB Agora