A Paraíba o tempo todo  |

Na PB: Padre denuncia mãe suspeita de matar filha

A morte de uma menina de 2 anos de idade começou a ser investigada pela delegacia da Polícia Civil de Esperança, no Agreste paraibano. A criança teria sido asfixiada pela mãe, de 16 anos.

A adolescente teria confessado o suposto crime pela manhã ao padre da cidade, que se encarregou de levá-la ao Conselho Tutelar para esclarecer o ocorrido, disse o delegado Malon Casemiro. Por volta de meio-dia, ela prestou depoimento na delegacia. Segundo o delegado, a morte aconteceu no dia 14 de fevereiro.

Conforme o depoimento da mãe, a criança tinha crises convulsivas com frequência e era acompanhada por médicos do Programa de Saúde da Família na cidade. Depois de mais um ataque epiléptico, a menina foi levada pela mãe ao médico e teria sido recomendada a voltar para casa e continuar administrando os remédios. "Ela disse que se sentiu angustiada e abalada com a situação e sufocou a menina com o travesseiro", explicou Malon Casemiro.

Ainda em depoimento, a mãe teria dito que colocou a menina de volta na cama e fingiu que ela estava dormindo. "Foi o marido que percebeu que a filha estava fria e a levou de volta para o médico, que deu o atestado de óbito como se a causa fosse uma convulsão, possivelmente sem desconfiar que a menina possa ter sofrido violência", disse o delegado.

Conforme o delegado, a adolescente passou mais de uma semana "amargurada" com a situação e resolveu contar ao marido, que recomendou que ela se confessasse com o padre da cidade. A mãe foi encaminhada pela manhã ao Conselho Tutelar, que a apresentou à delegacia.

O delegado ouviu depoimentos do marido da adolescente e de outras pessoas da família. Ele informou que também vai intimar o médico que assinou o atestado de óbito da criança para avaliar a necessidade de solicitar a exumação do corpo. O objetivo seria solicitar exames à Unidade de Medicina Legal de Campina Grande para confirmar se houve asfixiamento.

A Polícia Civil registrou um boletim de ocorrência circunstanciado e vai enviar o caso à promotoria de Esperança, que irá deliberar sobre a necessidade de internar a adolescente. Segundo Malon Casemiro, a mãe foi liberada porque, além de não haver abrigo provisório adequado na cidade, ela se apresentou espontaneamente.

 

 

Redação

    VEJA TAMBÉM

    Comunicar Erros!

    Preencha o formulário para comunicar à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta matéria do PBAgora.

      Utilizamos ferramentas e serviços de terceiros que utilizam cookies. Essas ferramentas nos ajudam a oferecer uma melhor experiência de navegação no site. Ao clicar no botão “PROSSEGUIR”, ou continuar a visualizar nosso site, você concorda com o uso de cookies em nosso site.
      Total
      0
      Compartilhe