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Golpistas pedem dinheiro a contatos de WhatsApp na Paraíba

Uma jornalista paraibana foi mais uma vítima de um golpe pelas redes sociais. A assessora de comunicação da Prefeitura de João Pessoa, Aluska Lacerda, descobriu na manhã de anteontem que teve sua foto e nome usados para pedir dinheiro e aplicar golpes nos seus contatos. Foram mais de 20 pessoas que receberam as mensagens e que imediatamente a avisaram. O delegado Marcos Vasconcelos, de Defraudações e Falsificações de João Pessoa, disse que já está tomando as providências em relação ao golpe sofrido pela jornalista Aluska Lacerda de Sá.

Através de um número com o prefixo de São Paulo, o autor da ação instalou o WhatsApp e abriu uma conta no aplicativo utilizando os dados de Aluska. Assim, começou a mandar mensagens no privado de pessoas da imprensa dizendo que um grupo de jornalistas seria desativado. Em seguida, disse que ela estava no banco naquele momento, a senha do cartão estava bloqueada e que estava precisando de um depósito em dinheiro que seria devolvido mais tarde quando ela voltasse para casa.

Muitas pessoas do mesmo grupo receberam as mesmas informações, mas nenhuma acreditou no pedido e imediatamente avisaram Aluska. Como não houve depósitos nem transferências, o golpe não teve vítimas e o crime não foi efetivado. "Abriram uma conta com a minha foto, mas com outro número e por volta das dez da manhã recebi mensagens de muitas pessoas dizendo que tinham recebido pedidos de dinheiro e que quando eu voltasse pra casa eu iria devolver. No telefone não parava de chegar mensagens com prints para saber se aquilo era verdade", explicou.

O telefone não foi clonado, pois um outro chip foi utilizado para que as mensagens fossem enviadas por um outro número que não é o verdadeiro da assessora. Ela contou que já tomou as providências cabíveis como denunciar entre os grupos e contatos do WhatsApp, fazer um Boletim de Ocorrência e entrar com uma ação cível com um advogado.

Aluska disse que foi vítima da ação de um estelionatário e que o juiz ainda poderá determinar a quebra de sigilo do telefone para rastrear os dados. Além disso, caso alguma pessoa acreditasse e transferisse o dinheiro, ela poderia procurar a delegacia para denunciar o golpe. Aluska suspeita que este é mais um caso de uma ação considerada comum entre algumas pessoas que trabalham com comunicação: utilizar da credibilidade e da profissão para roubar os dados e enganar as vítimas.

Alerta – O delegado Marcos Vasconcelos, disse que já está tomando as providências em relação ao golpe sofrido pela jornalista Aluska Lacerda de Sá. Pelo menos 15 registros desse golpe já foram feitos na DDF e o delegado disse que está juntando todos os boletins de ocorrências para se aprofundar nas investigações.

Segundo Marcos, as contas utilizadas pelos golpistas não são da Paraíba; na maioria, são de Goiás e Mato Grosso. "Estamos juntando todas as informações para abastecer a polícia daqueles estados. Se os depósitos fossem feitos aqui em João Pessoa facilitaria nosso trabalho, mas até agora ninguém apareceu, as contas são todas de fora. Estamos empenhados para solucionar essa questão".

 

Redação

 


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