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Cresce nº de consumidores vítimas de fraudes financeiras no Brasil; delegado paraibano dá dicas para evitar cair em golpes

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Com o crescimento das compras online e avanço do uso de meios digitais em meio à pandemia de coronavírus, houve um aumento significativo nas fraudes ocorridas pela internet, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Para comentar esse caso, o delegado Aneilton Castro, da Delegacia de Defraudações de João Pessoa, fala como podemos evitar cair nos golpes aplicados hoje em dia.

De acordo com o levantamento, 59% dos internautas sofreram algum tipo de fraude financeira nos últimos 12 meses, contra 46% em 2019. Isso corresponde a um contingente 16,7 milhões de brasileiros. De acordo com o estudo, 51% das vítimas são mulheres, 49% são homens e 56% pertencem à classe C, enquanto que 44% são da classe A/B. A idade média dos internautas que sofreram fraude nos últimos 12 meses é de 39 anos, sendo que mais da metade das vítimas (53,6%) tem ao menos o ensino médio completo.

Considerando o ranking das fraudes mais comuns, o não recebimento de produto ou serviço, a clonagem de cartão e os golpes através de ligações ou mensagens foram as mais citadas pelos entrevistados. “Para os boletos falsos, por exemplo, é importante observar se a cobrança gerada é verdadeira e possui todos os elementos que um boleto autenticado tem. Também é importante observar se é, de fato, a empresa credora que está realizando a cobrança”, disse Aneilton, destacando ainda que é necessário que ambas as partes estejam atentas, pois, tanto os compradores podem sofrer com transações on-line quanto os comerciantes podem ser lesados por pessoas imbuídas de má fé. “Sempre falamos do golpista vendedor, mas não é incomum encontrarmos o golpista comprador também”, comentou.

O delegado destaca que, geralmente, os estelionatários só se apresentam de maneira virtual, através de intermediários que podem ou não fazer parte do esquema. “Depois de tudo o que aconteceu, a gente descobriu que a pessoa cujo nome estava no site era, na verdade, um laranja do golpista e ela nem sabia o que estava acontecendo”, detalha Thiago, acrescentando que ficou inseguro em realizar transações pela internet depois do golpe.

Redação

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