Por pbagora.com.br

O presidente da União Brasileira de Municípios (UBAM), Leonardo Santana, participou de evento no município de Princesa Isabel e visitou 11 municípios, acompanhado de equipe técnica da entidade.

Durante o evento, o dirigente municipalista fez demorada explanação sobre as importantes ações desenvolvidas pela entidade, em prol do desenvolvimento dos municípios, e destacou a importância das propostas apresentadas no congresso nacional, a exemplo da PEC 192012 que prevê um aumento significativo ns recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Leonardo demonstrou muita preocupação com a previsão da falta definitiva de água no município de Princesa Isabel e pediu providências em caráter de urgência urgentíssima, para que se possa encontrar uma solução para evitar que a cidade entre em colapso, já que o município só dispõe de 3% da capacidade de todo sistema de abastecimento.

Ele garantiu que vai procurar o presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba, Deputado Adriano Galdino, com o objetivo de criar uma comissão de deputados para a realização de uma caravana pelos principais municípios afetados por essa “seca interminável”, conforme denominou, para adoção, junto aos governos estadual e federal, de medidas enérgicas com o fim de evitar o desaparecimento do remanescente de rebanho e parte da agricultura.

Leonardo ressaltou também a preocupação da UBAM com a situação do Açude de Boqueirão de Piranhas (Engenheiro Ávidos), que abastece os municípios de Cajazeiras, Sousa, Marizópolis, Nazarezinho, São Gonçalo e diversas outras comunidades, que atingiu um momento crítico, ao ponto da CAGEPA já está utilizando a reserva intangível do manancial, ou o chamado volume morto.

“Estive em Sousa, visitando o açude Engenheiro Ávido, o qual está seco,mesmo com as recentes chuvas. A população só conta com apenas 9% de água acumulada. Aquele importante reservatório só tem hoje 23 milhões dos 255 milhões de metros cúbicos d´água. Apenas apelar para que ocorram chuvas na região é irresponsabilidade governamental. Precisamos tomar outras providências.” Disse.

Em uma situação não menos pior que esta, encontra-se o açude Jatobá II, que abastece Princesa Isabel, e que recentemente atingiu seu segundo pior volume desde que foi construído há quase 50 anos.

De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA), o Jatobá II, com capacidade máxima de acumulação de 6.487.200 m³, está com apenas 8,7% do seu volume, isto é, 562.788 m³.
Com o baixo nível do açude, algumas áreas da cidade estão sem água, pois o baixo volume impede a captação e distribuição, principalmente nas áreas mais altas do município.



Redação com Assessoria

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