O cenário político para as eleições ao Governo da Paraíba ganhou novos movimentos nesta segunda-feira (31), com declarações envolvendo o Republicanos, o senador Efraim Filho (PL) e lideranças que integram diferentes grupos políticos no Estado. Enquanto Efraim sinaliza abertura para dialogar com o Republicanos em um eventual segundo turno, o partido reafirma, neste momento, o apoio à pré-candidatura do governador Lucas Ribeiro (PP).
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos) afirmou que não há qualquer mudança na posição da legenda. Segundo ele, o apoio a Lucas Ribeiro não está baseado apenas em interesses partidários ou pessoais, mas na avaliação de que o projeto político atualmente em andamento tem apresentado resultados para a Paraíba.
“A nossa aliança não se dá em torno unicamente de pessoas ou partidos, e sim em torno daquilo que é importante para o povo da Paraíba”, afirmou Hugo. O deputado também destacou a participação do Republicanos na gestão estadual e disse que o partido exerce papel importante na governabilidade.
A declaração ocorreu após Efraim Filho afirmar que está disposto a conversar com diferentes lideranças políticas caso a eleição estadual chegue ao segundo turno. O senador avaliou ainda que Lucas Ribeiro cometeu um erro político ao não indicar um nome do Republicanos para ocupar a vaga de vice na chapa, citando possíveis insatisfações entre lideranças da legenda.

Apesar da abertura apresentada por Efraim, Hugo Motta descartou, neste momento, qualquer mudança de rota. “Nós seguimos com Lucas e confiamos, não só na sua eleição, mas mais do que isso, que ele será um grande governador para o nosso estado”, declarou.
O deputado federal Wilson Santiago (Republicanos) adotou tom semelhante. Ele afirmou que o partido mantém o compromisso com Lucas Ribeiro e com o grupo político liderado pelo governador João Azevêdo, tendo como prioridade a vitória ainda no primeiro turno.
“Nós temos um compromisso com o Lucas, com o governador João, com todos que fazem parte do nosso agrupamento político. E a nossa linha será essa, ganhar a eleição, se possível, no primeiro turno”, afirmou Santiago.
O deputado, porém, reconheceu que, caso a disputa avance para uma segunda etapa, o cenário será reavaliado dentro da dinâmica eleitoral. Segundo ele, o grupo estará preparado para disputar um eventual segundo turno com expectativa de vitória.
George Morais e o apoio cruzado em Serra Branca
Em meio às articulações, outro episódio chamou atenção no fim de semana. O deputado estadual George Morais (PL), candidato a deputado federal, participou de uma carreata do candidato ao Governo da Paraíba Cícero Lucena (MDB), realizada no sábado (29), em Serra Branca, no Cariri.
A presença de George ganhou repercussão porque seu irmão, Efraim Filho, também é candidato ao Governo do Estado. Cícero, por sua vez, conta com o apoio do prefeito de Serra Branca, Alexandre “da PixBet”.
George explicou que participou do ato para divulgar sua própria candidatura e destacar ações destinadas ao município, incluindo mais de meio milhão de reais em emendas. Ele afirmou ainda que respeita a decisão política do prefeito, que apoia Cícero para governador, mas declarou voto em sua candidatura à Câmara Federal.
Segundo o deputado, a presença na carreata não representa uma mudança de posicionamento em relação à disputa estadual. Ele ressaltou que mantém apoio à candidatura do irmão Efraim e se considera integrante da oposição.
“Eu tenho lado, sabe? Eu tenho um posicionamento de oposição”, afirmou.
George também classificou a situação como uma particularidade política de Serra Branca, destacando que é comum, durante o período eleitoral, haver lideranças que apoiam candidatos diferentes para os diversos cargos em disputa.
O episódio reforça um cenário de apoios cruzados e alianças locais na eleição para o Governo da Paraíba. Ao mesmo tempo em que o Republicanos mantém oficialmente o apoio a Lucas Ribeiro, Efraim Filho busca ampliar o diálogo com diferentes grupos políticos para uma eventual segunda etapa da disputa. A movimentação também evidencia que, nos municípios, acordos locais podem produzir composições diferentes das alianças firmadas no âmbito estadual.
Redação
